
Na despedida do Fecho, uma crónica da autoria de Alexandre Pais, retirada do Correio da Manhã.
Uma Noite em Combate
A RTP 1 venceu a noite eleitoral por não se ter limitado a escolher um painel de comentadores e esperar que pudessem superar os da concorrência, antes partiu para a estrada mais cedo – o enfoque na provável subida da abstenção preencheu bem um tempo ‘morto’ – e com isso obteve a liderança nas audiências.
Confirmou-se desse modo a importância da actualidade e da notícia sobre a simples formação de opinião, e o painel da estação oficial, composto por analistas credíveis – com excepção da senhora que trocou a razão pela paixão e para a qual já não há paciência –, conseguiu ser o mais ouvido.
Não foi coisa pouca, tendo em conta que do outro lado estavam os favoritos à vitória: Marcelo R. Sousa e António Vitorino na TVI, Ricardo Costa e Miguel S. Tavares na SIC. E a estação de Balsemão jogou também o trunfo António Costa, o homem que todos querem escutar por nele pressentirem o grande adversário de Passos Coelho a médio prazo.
Certo é que nada chegou para bater a estratégia de Nuno Santos, que logrou ainda colocar a cereja no topo do bolo ao assegurar a participação de José Eduardo Moniz, um comentador cuja qualidade não permite que se mude de canal. E foi assim: a RTP voltou a ser o nº 1.






















