Mostrando postagens com marcador Maria João Ruela. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Maria João Ruela. Mostrar todas as postagens

4 de setembro de 2010

Fecho


Boa noite. O Fecho de hoje incluí mais uma crónica da autoria de Nuno Azinheira, retirada do Diário de Noticias.

Às 21:00, entra em linha a edição desta semana da Audimetria Semanal.

Não esquecer

1. Maria João Ruela provou, ao longo de todo o dia de ontem, que vale muito mais do que a sua cotação mediática poderá significar. A jornalista foi a escolha da SIC para as funções de pivô da SIC Notícias no Campus de Justiça, durante a leitura de sentença do processo de pedofilia Casa Pia. Acompanhada do espe-cialista da estação em Direito, Luís Filipe Carvalho, Maria João Ruela, que esteve no ar durante horas a fio, muitas delas consecu- tivas, demonstrou serenidade na condução da emissão; conhecimento de causa e preocupação em descodificar a linguagem jurídica, quase sempre hermética, em algo inteligível para o espectador. Muito boa escolha dos responsáveis da estação, ao optarem por uma mulher que, apesar dos anos de experiência que tem, é vista sempre como uma espécie de segunda escolha entre os pivôs da SIC. Uma injustiça, como ontem ficou à vista...

2. Dizer que a sentença do caso jurídico mais mediático de sempre absolve os jornalistas de todos os seus pecados ao longo dos últimos oito anos, é um disparate. O facto de o colectivo de juízes ter dado como provados crimes de todos os arguidos não significa que os fins tenham justificado todos os meios. E, apesar do tempo que passou, é bom não esquecer a algazarra, a desonestidade, o atropelo a todas as regras éticas e deontológicas do que foi dito, escrito e visto nos primeiros anos do processo. Ignorar essa realidade, enterrar a cabeça na areia e achar que fizemos escrupulosamente o nosso trabalho é o pior serviço que prestamos ao jornalismo.

12 de julho de 2010

Frente a Frente

Boa noite. Seja bem-vindo ao Frente a Frente desta segunda-feira. Nesta edição, Maria João Ruela e Pedro Mourinho, dois dos jornalistas da SIC, estão em duelo. Qual a melhor opinião?

Já tive oportunidade de ver e ouvir Maria João Ruela. Nas Jornadas da Comunicação do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, a jornalista falou do actual estado da informação. A ela, juntaram-se Felícia Cabrita, do Sol, José Peixe, freelancer, e Luís Miguel Loureiro, da RTP. Foi bastante interessante ver o outro lado de Maria João Ruela, e assimilar algumas das considerações que fez. Uma delas esteve relacionado com o "jornalismo" fácil da actualidade ou, pelo menos, com a "preguiça" de elaborar um trabalho mais profissional. Segundo Maria João Ruela, uma das várias estagiárias com que já contactou durante a sua carreira, chegou ao pé dela com uma peça feita com vídeos e excertos do Youtube. O exigido, neste caso, seria recorrer ao arquivo. Afinal é lá que deve incidir o primeiro passo do jornalista. No entanto, isso não aconteceu.
O espanto de Maria João Ruela apenas demonstrou a sua procura e tentativa de realizar um bom jornalismo, uma informação credível. E é isso que falta à nova geração.

Este foi um dos aspectos que me fizeram gostar da conferência em que ela participou, "Informação e Audiência". Apenas veio redobrar a admiração que tinha e tenho pela jornalista. Apesar de ultimamente não ser muito utilizada pela estação de Carnaxide no que toca a comandar o Jornal da Noite (normalmente apresenta-o apenas aos fins-de-semana), é uma das grandes caras da informação do canal. Para mim, superior a Rodrigo Guedes de Carvalho.
Gosto da sua voz, da sua postura e atitude na difusão das notícias, da sua forma de intervir aquando da presença de algum convidado no noticiário da SIC. É diferente. É calma. Sabe estar (um dos meus requisitos para eu admirar uma personalidade).

Não tenho nada contra Manuela Moura Guedes, muito pelo contrário, mas percebe-se obviamente a diferença entre Maria João Ruela e a cara do extinto Jornal Nacional de 6ª. Para mim positiva, para outro negativa. O jornalismo não tem de ser de ataque, pode ser realizado sem "rasteiras", sem malícia e, acima de tudo, com inteligência. Não me lembro de ter visto Maria João Ruela a entrevistar alguém de extrema importância no Jornal da Noite, mas recordo-me do trabalho de Manuel Moura Guedes, que me fazia lembrar um verdadeiro "campo de combate". Por outras palavras, ao contrário de Manuela Moura Guedes, a jornalista da SIC tem a capacidade de respirar, deixar respirar e possivelmente satisfazer as perguntas dos telespectadores. Obviamente que lá em casa, dá mais "pica" ver um entrevistado a ser praticamente "espezinhado", e insultado com "bufo", mas não é esse o objectivo da informação. E é neste sentido que dou os parabéns a Maria João Ruela por ter sabido manter o "nível" desde que está na SIC. Não deveria o terceiro canal apostar mais nesta jornalista?


Desde que o vi pela primeira vez nos noticiários da SIC Notícias que gostei do seu estilo. Sereno, descontraído e com um bom tom de voz, Pedro Mourinho conseguiu prender a minha atenção. Boa imagem, concentrado, atento e com a exímia capacidade de captar a atenção de quem o vê e ouve, ele é a prova dada de que ainda há talentos na informação.


Apesar de gostar de ver blocos noticiosos, sou da opinião de que um bom pivô é meio caminho para o sucesso. Pedro Mourinho é, talvez, um dos maiores exemplos do que falo. Basta ter em conta que, quando apresenta o Primeiro Jornal aos fins-de-semana, este é, quase sempre, líder no horário.


Por tudo isto, apetece perguntar porque é que ainda não é uma aposta a “tempo inteiro” por parte da direcção de informação. Não tenho qualquer tipo de dúvidas de que é muito melhor do que Bento Rodrigues, por exemplo.

A oportunidade já devia ter surgido e acredito que, num futuro próximo, os responsáveis pelo canal tenham em conta o que aqui escrevo, que é reforçado pelos enormes elogios de toda a crítica.


No meu entender, ele é O Rosto da nova geração de pivôs. Não digo que Clara de Sousa, Rodrigo Guedes de Carvalho ou Maria João Ruela estejam ultrapassados. Não, nunca. Mas Pedro Mourinho é um talento com provas mais do que dadas.


Com a informação SIC a precisar de alguns ajustes, sou da opinião de que este jornalista tem muito a acrescentar ao principal canal do grupo Impresa. Porque não um Jornal da Noite novamente em duplas e apresentado, alternadamente, por Rodrigo Guedes de Carvalho e Clara de Sousa e Pedro Mourinho e Ana Lourenço? Talvez resultasse. Ou então Pedro Mourinho à frente do Primeiro Jornal durante a semana. Conseguiria, certamente, e apesar da fraca antecedência de Companhia das Manhãs, fazer muito melhor do que Bento Rodrigues.


Enquanto isto não acontece, contentemo-nos com os fins-de-semana, e com um dos noticiários que tem a proeza de ser um dos melhores no universo cabo, o Jornal da Meia Noite, tão bem conduzido, na maioria das vezes, por este excelente pivô.

Venha de lá esse aplauso para Pedro Mourinho!



Iniciado um novo Frente a Frente, damos por encerrado o anterior. Neste sentido, aqui fica o resultado da sondagem que opunha as opiniões Manuel Melo/Vanessa Silva:

Vanessa Silva, por Tiago Henriques - 76%
Manuel Melo, por Diogo Santos - 24%


Inicia-se então outra sondagem para averiguar qual das opiniões deste Frente a Frente foi a mais forte. Vote!

23 de março de 2010

Maria João Ruela em entrevista

A conhecida jornalista da SIC deu, esta semana, uma entrevista à Notícias TV, revista pertencente aos jornais Diário de Notícias e Jornal de Notícias.
Nela, a pivô de fim-de-semana do Jornal da Noite, falou do seu gosto de cozinhar: "Gosto muito de cozinhar, passo os meus dias de folga a fazer cozinhados. Já fiz vários cursos de cozinha". Maria João confessou ainda que adora viajar, e que o jornalismo foi um "autêntico acidente de percurso": "Queria ser copywriter e chegei mesmo a fazer um estágio nessa área, mas fiquei muito desiludida". Foi com o aparecimento dos canais privados, na década de 90, que a pivô da estação de Carnaxide, percebeu que o seu futuro passaria pela "caixinha mágica": "Achei que esta coisa da televisão podia ser interessante e, como tinha habilitações para isso, concorri e, acabei por entrar na SIC como estagiária".

Maria João Ruela falou ainda à referida revista, do seu problema de saúde, resultante do seu trabalho de reportagem no Iraque, na altura em que este país se encontrava em guerra.
Depois de ter sido baleada, há sete anos, a jornalista deixou de ter a capacidade de mexer a perna esquerda. Correr, mexer o pé, usar sapatos de salto alto, são acções básicas para a maior parte das pessoas, mas que se tornaram impossíveis para Ruela.
No entanto, há que olhar para a vida com um sorriso. Segundo o que Maria João diz, há que "tentar viver bem com isso".



Quiosque: Notícias TV