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11 de abril de 2011

Falar Televisão



Publicidade e TV: Amor-ódio?

A publicidade e a televisão sempre foram duas grandes aliadas. Pode mesmo dizer-se, até certo ponto, que a televisão foi o amante da publicidade, enquanto esta estava casada com a imprensa e a rádio. Não é de todo mentira. Afinal, todos os meios, a certo ponto, passaram a temer o poder da imagem e do som.


Hoje importa perguntar: a publicidade ainda é o que era? Tem o mesmo efeito persuasor que tinha desde a sua génese? Ainda tem poder efectivamente, mas este vai decrescendo à medida que a própria publicidade se vai deslocando para a Internet, onde pode ser direccionada e mais ajustada, para um maior grau de eficácia. Se perguntarmos à maioria das pessoas o que pensa da publicidade na tv, a maioria vai dizer certamente que é muito longa (15 minutos, sensivelmente), que aproveitam nessa altura para mudar de canal e que as publicidades favoritas são as mais criativas ou humorísticas (são exemplo disso os anúncios MEO com os Gato Fedorento). Até aqui nada de novo. E se perguntarmos antes soluções? Já pensou qual seria a resposta?


Da minha parte, eu diria que 'fatiar' os blocos publicitários era um começo ou enveredar pelo product placement, mas com moderação. Uma outra solução, que tem sido posta em prática, são as parcerias e os patrocínios. Ocupam pouco tempo, muitas vezes são indícios incluídos no próprio programa e não causam transtorno ao espectador. Um exemplo disso é a parceria Peso Pesado e Holmes Place.


E você, o que acha da publicidade? Não será possível encontrar um meio-termo entre o financiamento dos canais e a diminuição da carga publicitária?



31 de dezembro de 2010

Revista de Imprensa 31/12/2010


Sexta-feira, último dia do ano. Bem-vindo à Revista de Imprensa!

TVI lidera as audiências em 2010


A 31 de Dezembro, é tempo de fazer contas. E no que toca aos números das audiências é claro o facto de que a TVI conseguiu sagrar-se, mais uma vez, campeã no último ano com um share total na ordem dos 27,4%. A RTP1 continua no segundo posto, com 24,2%. A SIC não descola do terceiro lugar, com 23,4 pontos percentuais em share. E finalmente a RTP2, que fica em último de entre as quatro generalistas, com 5,3% de média de share.

No horário nobre, a estação de Queluz continua a ser a favorita, aumentando ainda mais a sua margem de diferença para com as concorrentes. No total, a TVI arrecadou no horário compreendido entre as 20h e 24h um share médio de 32,4%, contra os 23,8% da SIC, que neste horário fica com o 2º lugar, e os 21,9% do canal 1, que se manteve em terceiro no prime time.

Março foi o melhor mês para a estação líder, com uma média mensal no valor dos 28,7 pontos percentuais. Já a RTP1 beneficiou do efeito do Mundial de Futebol e, em Junho deste último ano, arrecadou um share médio de 26,6%. A SIC conseguiu obter o melhor resultado do ano no mês de Fevereiro, influenciado pela final da terceira edição do concurso Ídolos, com 25,3%.

Em 2010 também se salienta a subida exponencial da televisão paga. No total, a televisão por cabo, IPTV e satélite obteve uma média anual de 19,7%, mais 1,5% do que em 2009.

Todos estes dados estão compreendidos no intervalo entre 1 de Janeiro de 2010 e a última quarta-feira, 29 de Dezembro.


Porto Canal abre amanhã três novas delegações


Novo ano é sinónimo de investimento e expansão para o Porto Canal. Com quatro anos de vida, este canal quer-se identificar ainda mais como um canal da região Norte. Para isso, e a partir de amanhã, dia 1 de Janeiro, terá a funcionar mais três novas delegações, sediadas em Guimarães, Braga e ainda uma na região do Douro.

Juan Figueiroa Boullosa, director-geral do Porto Canal, afirma que esta expansão envolve um investimento de 100 mil euros, depois de em Julho passado outras três delegações também já terem aberto portas. Foram elas, Mirandela, Arcos de Valdevez e Penafiel.

Por isso mesmo, a mudança de nome do próprio canal regional está também equacionada nos planos da actual direcção, pois com o alargamento do número de delegações a expressão 'Porto canal' torna-se “algo redutora”, nas palavras de Juan Boullosa: “Queremos que as pessoas percebam que, de facto, somos uma televisão regional do norte. Neste sentido, vamos tentar encontrar uma solução que reflicta esta nova realidade”, conclui.

CITAÇÃO DO DIA
"Gosto de fazer galãs, porque o universo do amor é-me muito caro"
Pedro Lima



CURIOSIDADE DO DIA
É um clássico das passagens de ano e hoje não deixará de marcar presença nos ecrãs das nossas televisões aquando da meia noite. Falamos claro do countdown da Super Bock, empresa que voltou este ano a apostar forte na publicidade da passagem de ano, comprando o primeiro anuncio de 2011 nos três canais generalistas.


Quiosque: Jornal de Notícias, Público, TV Guia

11 de agosto de 2010

Para lá das 24

Boa Noite! Está em linha mais um Para lá das 24!


Há algo na nossa televisão de que todos nós não gostamos. Pronto, ok, não vou ser tão “radical”, algo que não apreciamos muito. Já está a perceber do que estou a falar? Exactamente, é dos intervalos!


Já deu por si agarrado ao ecrã a ver uma das cenas mais importantes em que está prestes a ocorrer um homicídio na telenovela da noite e, como que por magia, o disparo da bala fica a meio e surge no ecrã um anúncio a uma determinada marca? Não, não é azar. É mesmo verdade.

Esta é apenas uma das muitas situações pelas quais passamos quase que diariamente.


Mas é assim tem que ser. É a “lei da televisão”. E, embora para nós, telespectadores não deixe de ser aborrecido, quanto mais sucesso tiver o programa que estamos a ver, mais publicidade ele terá. Parece uma falta de respeito para com o telespectador, é certo, mas somente assim as estações conseguem sobreviver, afinal de contas, a publicidade é a principal fonte de rendimento de qualquer canal.


Talvez pelo facto de se começar a pensar mais noutras formas de publicidade e, assim, deixar de existir tanto zapping, é cada vez mais usual vermos, por exemplo, determinado produto a ser usado pelas personagens de uma determinada telenovela, por exemplo. Lembro-me perfeitamente de quando se iniciaram as galas de Achas que Sabes Dançar? muita gente ficar surpreendida com o facto de na mesa dos júris não existirem garrafas ou os habituais copos de água, mas sim, garrafas de Lipton Ice Tea. É a lei deste meio e, “quem dá mais” acaba mesmo por ser o vencedor, ou seja, com certeza que a marca em questão deverá ter pago muito bem para ali ter presentes os seus produtos.


Na realidade este texto foi escrito para tentar explicar a muito boa gente, que por aí li a criticar a TVI por colocar um intrevalo a meio de Espírito Indomável. Agora, que a estação já não o faz, muitos deles pensam que foi precisamente por baixar audiências. Sim, foi, mas o grande motivo foi o facto de devido a esta baixa, existir menos publicidade e, assim, já não fazer sentido que tal sucedesse. E será que a estação voltará a fazer o mesmo?


Tenho para mim que sim, desde que a telenovela volte a dar “motivos” para isso. Até porque, “há que fazer render o peixe….”

3 de julho de 2010

Fecho


Boa noite. O Fecho de hoje incluí mais uma crónica da autoria de Nuno Azinheira, retirada do Diário de Notícias.

Às 21:00, fique com a Audimetria Semanal. Antes disso, por volta das 20:30, fique com o ponto de situação da saída de Fátima Lopes da estação de Carnaxide, assunto que está a deixar todos os telespectadores "preocupados".

O peso da publicidade

Há muita gente que conheço que no intervalo dos programas baixa o som da televisão e aproveita para fazer coisas diferentes. Eu não sou assim. Gosto de publicidade, sempre gostei. Gosto de ver como se vende uma marca, os recursos investidos, a linguagem enfática ou sugestionada. Não farei parte da maioria, mas acredito que não sou o único.


Com quase seis anos e meio de emissões regulares, o Imagens de Marca da SIC Notícias é, para mim, um bom exemplo de um programa enxuto, eficaz e de interesse generalizado no cabo. O magazine abarca o mundo da publicidade, da comunicação do mediatismo da imagem e da sua relação com o consumo dos portugueses e fá-lo numa linguagem clara e pouco técnica, de rápida absorção e remetendo os espectadores para o imaginário de afectos que a publicidade sempre desperta.


Ainda esta semana, dei por mim a acompanhar o programa do princípio ao fim, vendo com agrado a história da evolução da marca Kelloggs, que revolucionou os pequenos-almoços em todo o mundo, o crescimento da cadeia Continente e do atum Bom Petisco.


Aqueles 20 minutos não constituem um programa específico só para profissionais do sector, o que tornaria redutora a sua exibição. Antes pelo contrário: a forma contextualizada como são elaboradas as peças, o recurso a imagens de arquivo de forte carga afectiva tornam o magazine conduzido por Cristina Amaro um momento interessante para qualquer espectador que se interessa pelo mundo de hoje, onde a comunicação e as marcas fazem parte do nosso quotidiano.

12 de junho de 2010

Fecho

Boa noite. O Fecho de hoje incluí uma crónica da autoria de Joel Neto, retirada do Diário de Notícias.
Às 21:00, não perca a Audimetria Semanal!

Legislar muito e mal

Já aqui o deixei claro, mas não me importo de voltar a fazê-lo: sou contra a existência de uma Lei de Televisão que, no que diz respeito aos conteúdos, ultrapasse a simples fiscalização dos limites do pudor. Exceptuando a necessária protecção das crianças dos riscos do sinal aberto, uma estação privada (privada, repito) devia poder gerir a sua antena como muito bem entendesse, inclusive pondo no ar publicidade ao longo de 24 horas consecutivas. O espectador é uma massa informe, mas não tonta - e haveria, mesmo num país liberal (ao contrário deste, que é de matriz socialista e, portanto, funciona à base dos contratos de concessão), de continuar a fazer as suas escolhas.


Todo esse debate se resume à esfera da política, porém. A esfera da qualidade é outra coisa. E, quanto à qualidade, não deixa de ser pena que a nova Lei de Televisão elimine os intervalos mínimos de 20 minutos entre anúncios (embora não no que diz respeito a filmes, noticiários e programas infantis, cujo limite continua nos 30 minutos). Basicamente, e a partir de agora, a SIC e a TVI passam a poder, sem restrições, enfiar um anúncio de um minuto a cada cinco minutos de programação, com o único cuidado de que a inserção publicitária total não ultrapasse os 12 minutos por hora. Ora, como nos mostram estes 18 anos de experiência, tudo o que a SIC e a TVI podem fazer a SIC e a TVI fazem. E, embora não esteja em causa a legitimidade, é mais do que certo que a qualidade vai voltar a descer.


Perguntarão alguns: mas qual é o problema, se a nova faculdade praticamente só se aplicará a telenovelas, talk shows e concursos? Resposta simples: é precisamente aí que a qualidade mais precisava de preservação.

29 de janeiro de 2010

Para lá das 24

Boa noite! Seja bem-vindo ao Para lá das 24 desta noite


Hoje não lhe falo de um programa de televisão específico, nem de uma figura pública. Falo-lhe de algo indispensável para a "vida" das estações televisivas: a publicidade.

Durante a passada semana, parte do meu tempo foi passado a estudar este meio. Não de uma forma muito específica, mas essencialmente sobre os fundamentos da Publicidade. Resultados concretos desse estudo só serão conhecidos em finais de Março, mas há algo de que me posso "orgulhar": ter ficado com bastantes bases sobre este "mundo sem fronteiras".

Foi isso que percebi quando, no sábado passado, esperava que o "Deluxe" começasse. Para meu espanto, um dos patrocinadores do programa era, nem mais , nem menos, do que a revista VIP. O meu primeiro pensamento foi: "O Deluxe não é um 'parceiro' da revista LUX"? Essa é a ideia que tenho e que me parece ser a realidade.

A minha questão é simples: porque razão é que "episódios caricatos" como este são uma constante na nossa televisão? É evidente que a "culpa" não é das televisões, mas sim dos anunciantes. Será esta a estratégia ideal para a revista VIP? Sim, poderíamos pensar que o departamento de Marketing da revista queria ir buscar público à TVI, mas não penso que esta terá sido a melhor estratégia.

Mas, como esta, muitas outras situações existem no "histórico" da nossa televisão, como marcas de preservativos que chegaram a patrocinar a "Floribella".

Sinceramente, também acho que os responsáveis pela venda de espaço televisivo deveriam ter isso em conta, uma vez que muitas vezes é o sucesso ou a notoriedade do programa que estão em jogo.