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6 de junho de 2011

Falar Televisão


Por pouco...

Os resultados das legislativas foram, de facto, interessantes. Não me refiro à vitória do PSD, ou ao facto de José Sócrates ter sido uma consequência dos 28%. Se, no dia de ontem, perspectivava uma grande vitória da RTP1 e uma pesada derrota para a SIC, nesta segunda-feira confesso que não foi isso que se passou. A aposta da estação pública nestas legislativas foi a mais vista, contudo não se destacou da concorrência em grande escala. Por outras palavras, a "Noite Eleitoral" do primeiro canal chegou aos 10,4% de audiência média e 28,2% de share. Logo atrás, esteve a TVI que, tal como imaginava, conseguiu o segundo lugar nestas eleições, com 9,1% de rating e 25,6% de share. Por fim, e obviamente no último posto, esteve a SIC, cuja "Grande Decisão" alcançou 8,5% de audiência média e 22,9% de share. Apesar deste resultado, a estação de Carnaxide não esteve nada mal, tendo em conta que foi a última a começar a emissão especial. "Peso Pesado" foi assim um dos responsáveis do valor alcançado, na medida que proporcionou um lead-in de 7,7% de audiência média e 28,6% de share.

Aliás, é importante referir que o facto de a TVI ter começado às 19:00 com "A Hora da Decisão", não a beneficiou, tendo em conta que perdeu para a concorrência. Mesmo a RTP1, registou uma derrota nesse horário, tendo em conta a expulsão do concurso do terceiro canal.

Ainda sobre resultados, de referir os do Cabo, cujo conjunto de canais conseguiu ultrapassar as generalistas. A SIC Notícias foi o temático mais visto do dia com 6,7% de share, seguida do TVI 24 com 1,9% e, por fim, da RTPN, com 1,5%. Aliás, se virmos bem as coisas, e somando estes valores com os das generalistas, coloca-se uma questão: afinal, quem venceu as eleições: RTP1 ou SIC?

RTP vence noite eleitoral

Mais uma vez, Portugal preferiu o canal do estado em dia de eleições.


Mesmo sem a colaboração de Judite Sousa e José Alberto Carvalho, a RTP teve a emissão mais vista pelos portugueses. Com uma média de 985 600 telespectadores, o que corresponde a 10,4 por cento de audiência, e registou 28,2 por cento de share, Eleições 2011: Noite Eleitoral, foi o programa mais visto.

Em segundo lugar desta “batalha”, ficou a TVI, numa emissão conduzida por Judite Sousa e José Alberto Carvalho, que conquistou, em média 858 700 telespectadores, o que equivale a 9,1 por cento de rating e 25,6% de quota de mercado média.


Quanto à emissão Eleições 2011: A Grande Decisão, da SIC, ficou-se pelos 804 600 telespectadores em média, que se manifestam em 8,5% de audiência média e 22,9% de share. De realçar ainda que o Primeiro Jornal foi o segundo programa mais visto do dia (9,1% e 34,1%) e que Peso Pesado se ficou pelos 7,7% de rating e 28,6% de share, o que corresponde ao sexto programa mais visto deste domingo.


No total do dia, o universo Cabo e IPTV acabou por ser o mais visto, com 26% de quota de mercado média, seguindo-se a RTP, com 25,3%, a SIC, com 22,9% e a TVI com 22,7%.

É caso para dizer que Pedro Passos Coelho e o PSD ganharam, mas a RTP também!

Fecho


Fechamos este domingo de eleições com uma crónica do jornalista Alexandre Pais, retirada do Correio da Manhã e que faz o balanço do jornalismo praticado ao longo da duas semanas de campanha eleitoral.

Cada cor sua isenção

Não me lembro de uma campanha eleitoral, como a que agora terminou, em que tenha sido tão visível, na generalidade dos canais, as simpatias e antipatias de quem editou as reportagens, fosse por opção individual ou por ordens superiores. Foi, aliás, fácil perceber como muitos jornalistas deixaram cair o poder que consideram passado e correram a engrossar o que julgam ser os ventos da mudança. Não é um fenómeno novo, a natureza humana é assim.

Vi num canal uma grande manifestação de um partido bater, de forma clara, em entusiasmo e afluência de apoiantes, o desfile de uma força política concorrente, e assisti depois, noutra estação, à demonstração do contrário. Esse "milagre" foi conseguido com o recurso a planos fechados que "reduziram" a multidão e à audição de contra-manifestantes, no caso do real "vencedor". E com imagens seleccionadas de alegria "esfuziante" e declarações de apoio, na reportagem do "derrotado". Os repórteres concluíram os seus trabalhos com palavras que não deixaram dúvidas de que a montagem das peças correspondia ao rigor das intenções.

Moral da história: os jornalistas são pessoas como as outras. E se a isenção é um dever, as excepções fazem parte da regra. É a vida.

3 de junho de 2011

Este domingo não há "Perdidos na Tribo"


Devido à emissão especial dedicada às eleições legislativas, esta semana o programa da TVI não irá para o ar. Assim, ao contrário do que SIC e RTP vão fazer com as suas apostas de domingo à noite, Peso Pesado e Último a Sair, respectivamente, a televisão de Queluz de Baixo optou por não dar um novo horário a Perdidos na Tribo.


Deste modo, o programa regressa aos ecrãs da TVI a 12 de Junho.

José Eduardo Moniz na noite eleitoral da RTP


Por esta é que (quase ninguém) esperava. Há muito que se anseia o seu regresso, mas aos bastidores da televisão. Contudo, Nuno Santos conseguiu convencer o “senhor televisão” a fazer parte do painel de comentadores da estação pública na noite eleitoral.


A notícia é avançada pela edição desta sexta-feira do Diário de Notícias e do Correio da Manhã e dá conta de que o marido de Manuela Moura Guedes é o grande trunfo da RTP para a noite que vai decidir o futuro do país.

“Tem uma opinião forte e domina o meio”, começa por dizer o director de informação da televisão pública ao DN, acrescentando: “Ele gostou da ideia. Pediu-nos um tempo para reflectir e depois respondeu-nos”.


Já ao CM, José Eduardo Moniz mostra-se bastante contentecom este regresso “ao activo”: "Interpreto o convite como um reconhecimento do meu mérito profissional", explicou.

Mas o antigo director-geral da TVI não será o único “homem forte” da operação da RTP. A ele juntar-se-á o politólogo Pedro Magalhães que estarão ao lado de José Rodrigues dos Santos, o principal pivô da emissão.


Já João Adelino Faria terá um outro painel de comentadores, encabeçado por um grande “rival” de Moniz, em tempos: Emídio Rangel e do qual fazem ainda parte Maria João Avillez e João Marcelino. Quanto a Carlos Daniel, será a cara de uma emissão especial que arrancará por volta das 18h15 com os principais acontecimentos do dia, como o encerramento das urnas e directos das sedes dos diferentes partidos.


Quanto a Fátima Campos Ferreira moderará um debate entre Francisco Assis (do PS), Paula Teixeira da Cruz (do PSD), António Pires de Lima (do CDS-PP), Luís Fazenda (do BE) e António Filipe (da CDU).

Uma aposta forte da RTP, que promete continuar a levar a melhor sobre a concorrência, mesmo sem Judite Sousa e José Alberto Carvalho como pivôs.


Quiosque: Diário de Notícias, Correio da Manhã

1 de junho de 2011

Revista de Imprensa - 01/06/2011


Bom dia, seja bem-vindo à "Revista de Imprensa" desta quarta-feira.
Fique a par dos principais destaques desta manhã!

Televisões apostam forte nas eleições



Tal como tem vindo a ser hábito, RTP1, SIC e TVI, irão lutar pela liderança no próximo domingo eleitoral. Assim, as três estações, complementadas pelos jornalistas dos canais de informação temáticos, estão mobilizar todos os meios para surpreender os telespectadores.

No caso da estação pública, Nuno Santos terá o seu primeiro grande duelo político, e as expectativas são elevadas. "Tenho uma carreira de 25 anos, já tenho tranquilidade para estas questões", afirmou Nuno Santos.

Na SIC os preparativos já começaram, e a ansiedade para saber quem será o próximo primeiro-ministro predomina nos jornalistas. "Vamos fazer uma emissão especial no âmbito do 'Portugal 2011 - A Grande Decisão', que envolve todos os profissionais da Informação e meios técnicos", explicou Alcides Vieira, director de Informação da SIC.

Se, na RTP1, João Adelino Faria, Carlos Daniel, Fátima Campos Ferreira e José Rodrigues dos Santos irão ser os jornalistas de serviços, acompanhados por alguns representantes dos cinco principais partidos portugueses, na TVI os principais rostos serão os de José Alberto Carvalho e Judite de Sousa. Por outro lado, e na estação de Queluz de Baixo, Marcelo Rebelo de Sousa e António Vitorino analisarão conjuntamente a noite eleitoral. No terceiro canal os comentários estarão a cargo de Miguel Sousa Tavares e Ricardo Costa.

De referir igualmente que Nuno Santos não chora a perda de José Alberto Carvalho e Judite de Sousa, quando confrontado com esta ausências. "Temos só de fazer o nosso trabalho, temos liderado nas audiências e estamos bem preparados para a noite eleitoral. Temos um grande respeito e apreço, pessoal e profissional, por ambos, mas eles não estão cá e a nossa vida continua", finalizou o marido de Andreia Vale.

Paulo Futre na MTV


Depois de ter estado presente na "XVI Gala dos Globos de Ouro", Paulo Futre prepara-se para ser o próximo convidado do "Top 10 MTV", célebre programa do canal de música. Ao lado de Luísa Beirão, o português dará a conhecer aos telespectadores alguns dos momentos mais marcantes da sua vida, prometendo algumas confissões mais embaraçosas. O programa irá para o ar na próxima quarta-feira, pelas 22 horas e 15 minutos.

De referir que na gala do último domingo, Paulo Futre deixou uma mensagem aos políticos, que muito emocionou os portugueses. Segundo ele: "Para mim é obrigatório acompanhar o estado de Portugal. O que disse nos Globos foi mesmo sentido e eu não podia ficar calado. Senti necessidade de pedir a união de todos. Além disso, se os políticos estão onde estão é porque são inteligentes e têm muitas capacidades que devem ser bem aproveitadas nesta altura".

Nessa noite, o ex-futebolista recebeu uma forte salva de palmas pelas suas palavras, depois de ter subido ao palco para entregar um dos prémios. Tal como em "Alta Definição", "Você na TV!", "A Tarde É Sua", ou tantos outros programas, Paulo Futre deu a conhecer a sua veia solidária aos portugueses. A presença no programa da MTV revelará mais histórias, mais momentos, mais vivências. Está quase!

Citação do dia

Foi uma experiência enriquecedora, mas muito difícil de ultrapassar.

Fernando Mendes, a propósito da sua participação em Perdidos na Tribo.



Curiosidade do dia

Tiago Henriques, ex-concorrente de "Peso Pesado", marcou presença na última recolha de alimentos para o Banco Alimentar Contra a Fome. Foi no dia 28 de Maio, sábado, que a estrela do reality-show da estação de Carnaxide compareceu no Pingo Doce de Campolide, na cidade de Lisboa.
A experiência não poderia ter corrido melhor!



Quiosque: Diário de Notícias, TV 7 Dias, Vidas.

27 de maio de 2011

Falar Televisão


Quem dá mais?

A campanha eleitoral que decorre até à próxima sexta-feira, e que começou no último Domingo, tem sido discutida também ela nas redacções das três estações generalistas nacionais. Tal como o meu colega Tiago Henriques já referiu ontem aqui neste mesmo espaço, RTP, SIC e TVI sentem essa necessidade de mostrar trabalho, criando as mais diversas operações especiais e rubricas na cobertura das autênticas maratonas feitas pelos nossos políticos pela estrada desse país.

Mas tanta parafernália havia de, mais tarde ou mais cedo, dar em exagero puro. Depois de a TVI se ter antecipado e, com a estreia do Jornal das 8, apresentar duas sondagens semanais, às segundas e sextas-feiras, eis que a SIC resolveu também ela apresentar sondagens mas, por sua vez, todos os dias, em todas as edições do Jornal da Noite.


Uma decisão precipitada e estranha por parte da direcção de informação de Carnaxide que tenta, desesperadamente, também ela marcar tendência e marcar a própria agenda da campanha, tal como o concorrente Jornal das 8. Desta infeliz forma, acaba por informar mal os espectadores com sondagens que, enquanto sondagens que são realizadas num só dia, apresentam uma viabilidade baixíssima e são feitas através de um pequeníssimo espectro de eleitores.

Um autêntico exagero por parte da informação SIC, faltando apenas à RTP começar a apresentar agora novas sondagens no Bom Dia Portugal, no Jornal da Tarde e ainda no Telejornal, todos os dias.

26 de maio de 2011

Falar Televisão



Isto é Informação RTP!


A menos de duas semanas da grande decisão, as três estações apostam tudo, ou quase tudo, na campanha eleitoral para as eleições antecipadas de 5 de Junho. Vários são os jornalistas destacados para acompanhar os diferentes partidos, muitos são os quilómetros percorridos e ainda mais importante do que tudo isto é a abordagem que cada canal faz deste “acontecimento” numa altura tão importante para o país.


E se as duas estações privadas (SIC e TVI) tentam dar o máximo, com a primeira a fazer aquilo que nos vem habituado ao longo dos últimos tempos e a segunda a “estrear” uma nova direcção de informação, acaba por ser, na minha opinião, a televisão pública quem ganha neste “campeonato”. E nem o facto de ter sofrido grandes perdas, como Judite Sousa e José Alberto Carvalho, deixa cair por terra o facto de ser a informação preferida dos portugueses.

Nuno Santos prova, com as estratégias que tem utilizado, que sabe muito bem aquilo que faz. Ter o “luxo” de enviar dois dos principais pivôs do canal, Carlos Daniel e João Adelino Faria, para o acompanhamento do início da campanha de PS e PSD, ter António Esteves a seguir o CDS-PP é uma aposta de génio e, que me recorde, nunca foi feita tal opção para os lados da televisão do estado. Afinal de contas, se são activos valiosos, porque não utilizá-los e fazer-lhes mostrar no terreno aquilo que mostram em estúdio?


Uma excelente aposta, mas, ao mesmo tempo, um grande risco. Apesar de tudo, o “campeonato” continua em jogo e a jornada final só terá o veredicto no próximo dia 5 de Junho. Quem vencerá? SIC? RTP? TVI? Algo que me diz que as realidades das últimas eleições não sofrerão muitas alterações! Mas, a ver vamos!

29 de janeiro de 2011

Fecho


Boa noite. O Fecho de hoje incluí uma crónica da autoria de Nuno Azinheira, retirada do Diário de Notícias.

Eu pecador me confesso

Falei antes do tempo, é o que é. Ainda há meia dúzia de dias aqui confessei que me absteria de ver a noite eleitoral. Pois bem, pequei. Fui fraco. Na hora certa, não resisti. Recusei um convite para jantar fora e a alternativa cinematográfica que me foi apresentada. Vacilei. Disse que sim e depois que não. Invoquei o frio para não sair de casa, mas foi cobardia, confesso-vos. Não tive coragem de admitir a minha fraqueza. O que eu queria mesmo era ver a noite eleitoral. "Vou só ver um bocadinho, prometo", disse, à laia de justificação, lá em casa. E fui ficando, ficando. O homem é um animal de hábitos e eu fiquei refém dos meus. Sempre de comando na mão, saltando de canal em canal.



E o que vi eu? Vi uma RTP1 globalmente muito melhor, apesar da persistência daquele cenário medonho, virtual e moderno, é certo, mas com tanto ruído que eu não sabia se havia de olhar para o iPad de José Alberto Carvalho se para o quadro de Mário Soares imortalizado por Júlio Pomar. Vi António Vitorino e Rui Rio a fazerem a mais racional e interessante análise aos resultados - ter apenas dois comentadores em estúdio numa noite em que as interrupções são mais que muitas, revelou-se uma decisão acerta- da. Vi as três televisões falharem a declaração de Manuel Alegre (como é possível, ninguém do staff ter dito ao candidato que as televisões estavam em intervalo?). Vi o mesmo Alegre a irritar-se com o jornalista da SIC ("Oh, José Manuel Mestre, essa pergunta é muito deselegante") por causa de uma pertinente, mas incómoda, questão. Vi um Júlio Magalhães, one man show, seguro, mas a gritar. Vi a TVI a potenciar bem o seu senador e a deixar Marcelo Rebelo de Sousa para o comentário final. No final, vi tudo sem surpresas. Ganhou quem já se esperava que ganhasse: Cavaco e a RTP1.

28 de janeiro de 2011

Falar Televisão


One Man Show

Domingo foi noite de eleições presidenciais. E se politicamente o resultado deste escrutínio era, por si só, previsível, em televisão ocorreram algumas surpresas. E a maior de todas elas foi a excelente emissão especial levada a cabo pela TVI.

Quase sempre rotulada como tendo uma informação sensacionalista e sendo esta mesma área o ‘calcanhar de Aquiles’ da estação líder, a noite do último Domingo veio apenas mostrar que afinal a informação de Queluz de Baixo pode mesmo surpreender e pelos melhores motivos.

Com uma excelente apresentação cénica e gráfica, com um painel de comentadores equilibrado e na medida certa, acrescentando-se também a este painel o trunfo Marcelo Rebelo de Sousa guardado para a última parte daquele especial, a TVI conseguiu fazer daquela emissão de 3 horas um espaço bastante ritmado, dinâmico e eficaz. O essencial para um especial eleitoral.


Júlio Magalhães foi, sem dúvida, a cara do mérito pelo trabalho desenvolvido naquele especial, ao ser ele próprio uma das figuras da noite na forma como se mostrou um óptimo ‘distribuidor de jogo’ como, na sua vertente One Man Show, conduziu ‘sem espinhas’ aquela maratona televisiva.

Com uma SIC num estado surpreendentemente off e com uma RTP a apresentar mais do mesmo, a emissão especial da TVI foi, para mim, a que mais surpreendeu de entre as três generalistas porque basicamente foi a que melhor reposta deu às necessidades dos telespectadores que seguiam a televisão aquela hora.

25 de janeiro de 2011

Falar Televisão


Problema informativo


Mais umas eleições, mais uma derrota na informação da estação de Carnaxide. Por mais comentadores que se contratem, por mais projecções que sejam realizadas, por mais profissionais que sejam seleccionados para informar os portugueses, o certo é que a SIC não se tem conseguido impor nas audiências. A imagem de que a informação do terceiro canal é o seu forte parece não fazer sentido junto dos quadros das audiências que diariamente a Markest lança. Tal como referido no Televisão-Opinião, as Presidenciais 2011 na estação de Carnaxide ficaram abaixo dos 20% de share, mesmo tendo um lead-in bastante elevado (Ponto de Mira foi o segundo programa mais visto do dia com 11,1% de rating e 29,5% de share).

É por isso motivo para nos questionarmos o que correu mal. De facto, a oferta do primeiro canal era muito mais atraente, com um estúdio bastante espaçoso e com profissionais de renome. Por outro lado, os comentadores não eram de menosprezar, nem os directos que foram realizados ao longo da emissão do último domingo. No caso da TVI, não tendo acompanhado as Presidenciais no canal, não posso ter uma grande opinião sobre a qualidade daquilo que foi transmitido. Uma coisa é certa, pareceu-me que na SIC não existiu uma grande vontade ou tentativa de lançar uma emissão inovadora, diferente, apelativa. Os comentadores não mudaram (Ricardo Costa continua a ser um dos convidados centrais da estação de Carnaxide) e o estúdio não foi sequer alterado pelo pouco que vi. Tal realidade fez-me pensar num aspecto: será que a SIC não arriscou mais por saber que à partida não iria liderar? Se assim foi, tenho de congratular a TVI, pois com uma imagem de informação mais sensacionalista, conseguiu um óptimo segundo lugar, perspectivando que as próximas eleições sejam ainda mais renhidas entre ela e a RTP1.

24 de janeiro de 2011

RTP1 vence em noite eleitoral


A estação pública foi a grande vencedora da noite eleitoral deste domingo. A vitória de Cavaco Silva valeu a RTP1 12,4% de audiência média e 29,2% de share. Mais uma vez os portugueses confiaram na informação do canal do Estado. Em segundo lugar ficou a TVI, cujas Presidenciais 2011 alcançaram 10,9% de rating e 26,5% de share. O canal da Media Capital conseguiu assim suplantar a noite de eleitoral da estação de Carnaxide, que não foi além 8,3% de audiência média e 19,7% de share.
No total do dia, e apesar da liderança da RTP1, foi a TVI quem obteve o maior share: 25,8%. A SIC alcançou 24,1% e a estação pública 22,9%. De referir igualmente o resultado da SIC Notícias. O canal de informação da SIC ascendeu aos 6 pontos, deixando para trás a concorrência.

20 de janeiro de 2011

As presidenciais na televisão


A ocorrer no próximo domingo, as eleições presidenciais já começam a mover os profissionais de televisão. Se, na RTP1, os comentadores ainda estão por desvendar, na SIC, serão Miguel Sousa Tavares, José Miguel Júdice e Ricardo Costa a ocupar as cadeiras de analistas dos resultados do próximo 23 de Janeiro. "Constança Cunha e Marcelo Rebelo de Sousa e ainda dois políticos, Pedro Santana Lopes e Manuel Maria Carilho", serão as personalidades que irão completar a equipa de Queluz de Baixo em mais um grande momento de informação. Na TVI, e segundo José Carlos Castro, ainda de salientar que "ao todo, serão 17 directos, com 30 jornalistas".

Na SIC, a emissão será comandada por Rodrigo Guedes de Carvalho e Clara de Sousa. Tendo por base declarações de Alcides Vieira: "O ponto decisivo, que marcará toda a noite eleitoral, ocorrerá logo às 20 horas, quando avançarmos com o vencedor das eleições, graças a uma sondagem feita à boca das urnas".
Na RTP1, de destacar que Sandra Felgueiras, pivô do jornal Hoje, da RTP2, e João Adelino Faria, são duas novas aquisições para a noite de eleições. Para além de Judite de Sousa, José Alberto Carvalho e José Rodrigues dos Santos, os dois jornalistas marcarão presença no próximo domingo da estação pública.

Quiosque: TV Guia

27 de setembro de 2009

Notícias - Aparato e novas tecnologias são trunfos da noite eleitoral


Gráficos interactivos, estúdios equipados com a tecnologia mais recente no tratamento de dados e até um helicóptero para acompanhar o desfile do vencedor, vão partilhar com os comentadores a atenção dos espectadores na noite das eleições.

Nas três estações generalistas ultimam-se os preparativos para a noite eleitoral de amanhã. Além dos painéis de comentadores convidados, os canais apresentam as novidades tecnológicas como trunfo para manterem os espectadores sintonizados e a par dos resultados mais recentes. As emissões serão em simultâneo com os respectivos canais de notícias no cabo. Estes asseguram o rescaldo da eleição ao início da madrugada. Sem esquecer os directos a partir das sedes partidárias.

A RTP pretende prolongar o grafismo do estúdio às sedes dos principais partidos. Em cada uma delas foi criado um espaço onde ao longo da noite o jornalista destacado vai recolhendo impressões dos membros partidários.

Em estúdio a emissão, que começa às 19 horas, é conduzida por José Alberto Carvalho, Judite de Sousa e José Rodrigues dos Santos. Marcelo Rebelo de Sousa e António Vitorino são os comentadores convidados. Pedro Magalhães, coordenador de sondagens da Universidade Católica, analisa os resultados. Depois da meia-noite, a estação pública promove um debate com representantes das forças políticas com assento parlamentar.

De acordo com a informação divulgada, as contas dos resultados serão feitas por um "dispositivo tecnológico inovador", através de gráficos interactivos e de um "simulador de maiorias".

Na SIC foram instalados palcos em dois estúdios e um no meio da redacção. Cabe a Rodrigo Guedes de Carvalho "distribuir o jogo", também às 19 horas, que conta com dois painéis de comentadores distintos, além do dos representantes dos partidos. De um lado os jornalistas Ricardo Costa, António José Teixeira e o responsável da Eurosondagem, Rui Oliveira e Costa. Do outro António Barreto, José Miguel Júdice, Pacheco Pereira, Lobo Xavier e António Costa.

O jornalista Bento Rodrigues fica responsável pela divulgação de resultados num estúdio equipado com meios tecnológicos (informática e grafismo automático). A estação também anunciou que terá a postos um helicóptero para "acompanhar o percurso do vencedor", bem como duas motos, criando assim um sistema de "mobilidade total".

A TVI também promete novidades tecnológicas, e não só, mas prefere não as revelar. A informação divulgada revela que serão Lurdes Baeta e Pedro Pinto a apresentar a edição especial, a partir das 20 horas, com Constança Cunha e Sá e Miguel Sousa Tavares no painel de comentadores. Henrique Garcia conduz um "Roda Livre Especial Eleições" com Rui Ramos, Manuel Vilaverde Cabral e Pedro Adão e Silva.

Fonte: Jornal de Notícias