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10 de maio de 2011

Teresa Guilherme confirma veto da SIC


Depois de, na semana passada se ter tornado oficial que, afinal, a apresentadora já não iria para o Brasil gravar a nova telenovela da TV Globo, Teresa Guilherme confirma, em declarações à TV 7 Dias desta semana, que foi a SIC quem “riscou” o seu nome para esta produção.


“A Globo disse ao Miguel (Falabella) que tinha consultado o parceiro SIC e que eu não podia entrar porque havia problemas – e graves – com a minha participação. Eu nem sequer quis saber porquê. Sei o que é, mas sou incapaz de ir pegar numa história que já tem três anos. Toda a gente percebe o que aconteceu… O Miguel ainda bateu o pé, mas eles impuseram-se – afinal os actores portugueses ficam mais caro, é preciso pagar alojamento, etc”, começa por dizer a eterna “senhora televisão” à referida revista.


Teresa Guilherme fez questão de afirmar que comentou esta situação “a partir do que o Miguel me contou”, mas ressalva: “Ainda bem que é a Marina (Mota) que vai fazer o papel! Substituição? Não gostava de pôr as coisas nesses termos, é negativo para ela e para mim. O Miguel ficou completamente perdido, nem sabe quem é a Marina…”

A terminar, a também produtora garantiu que custou digerir esta situação: “Fiquei muito triste, aborrecida duas horas, porque já estava a pensar no Miguel, no Rio, na globo… é mais a desilusão de não ir”, frisou.


Quiosque: TV 7 Dias

3 de maio de 2011

SIC influencia TV Globo a não trabalhar com Teresa Guilherme?


Foi há pouco mais de um mês que a apresentadora confessou que iria para o Brasil gravar a nova trama de Miguel Falabella, todavia, hoje, em entrevista ao Correio da Manhã, Teresa Guilherme revela que foi substituída por Marina Mota.


"O (Miguel) Falabella ligou a dar a má notícia de que a Globo não permitia o meu contrato", começa por dizer a comunicadora à referida publicação, que reconheceu ainda ter reconheceu ter "ficado triste" quando soube desta notícia.


Já Miguel Falabella adiantou que "Fui informado pela Globo que tinham sido contactados pelos seus parceiros e que lhes foi dito que havia impedimentos para a Teresa Guilherme integrar o projecto. E aí indicaram-me a Marina Mota".


Ainda de acordo com o CM este “volte-face” pode ter sido provocado pela direcção da SIC, que, como é do conhecimento público, não tem uma boa relação com a apresentadora. Contactado por esta publicação, Luís Marques adiantou "não ter qualquer informação a esse respeito" e que "Soube da contratação da Maria Vieira e do Paulo Rocha pela imprensa”.


A terminar, Marina Mota, a substituta de Teresa Guilherme mostrou-se bastante empolgada: “Confirmo o convite que muito me orgulha e me enche de expectativa”.


Quiosque: Correio da Manhã

6 de janeiro de 2011

Fecho


Boa noite. O Fecho de hoje incluí uma crónica da autoria de Joel Neto, retirada do Diário de Notícias.

Tempo de crescer

Temos insistido no facto de que, por esta altura, a ficção portuguesa perde em pouco para a brasileira. Eu mesmo já aqui escrevi que, bem vistas as coisas, os próprios actores brasileiros começam a ficar cada vez mais ao nível dos actores portugueses. Mas persistem diferenças fundamentais - e uma delas é a ideia de autoria (a que se junta, entretanto, o respeito prestado a ela).



Na entrevista que há dias concedeu ao DN, Miguel Falabella diz coisas como: "Quero ser lembrado como alguém que não teve medo do sucesso", "A Globo precisava de uma boa comédia e então falou comigo", "Há muitas famílias que comem graças a mim". No essencial, quer ser lembrado - e, portanto, tem de ser colocado em perspectiva. Mas nem por isso a entrevista em causa deixa de lançar luz sobre uma série de aspectos importantes a propósito de como se faz e vê novelas deste e do outro lado do Atlântico.


No Brasil, retalhar uma telenovela como a SIC vinha retalhando (a expressão era dele, Falabella, mas era feliz) Negócio da China, até finalmente a cancelar, ainda seria um absurdo.



Cá, a integridade da autoria é secundária - e, se alguma prova disso fosse precisa, bastava lembrar a bonomia com que, ainda recentemente, António Barreira garantiu que aumentar ou cortar uma centena de episódios a uma trama não interferiria na sua qualidade.


Entretanto, o público vê o que lhe dão. Pode gostar mais ou menos, sentir mais ou menos intimidade com as personagens, correr para o televisor com mais ou menos afã.



Bem lá no fundo, é o canal a quem entregou a sua agenda que determina se a TV se manterá ligada ou não. De resto, dure o episódio 40 ou 20 minutos, com ou sem cenas cortadas, e poucos darão por isso.


1 de outubro de 2010

Miguel Falabella critica opções de Nuno Santos

miguelfalabella


É cada vez mais usual as estações de televisões nacionais optarem por emitir episódios mais curtos das suas telenovelas, quando estas já estão na recta final. Elogiada por uns e criticada por outros, esta acaba por ser a opção tomada pela direcção de programas da estação de Carnaxide.


Um dos grandes críticos desta escolha é Miguel Falabella, autor de várias produções brasileiras, como Negócio da China. É em declarações à edição desta semana da Notícias TV que o argumentista brasileiro dá a sua opinião.


“Eles cortam tudo, nunca vi uma coisa destas, jamais vou entender. É um mistério a ser decifrado pelos futuros arqueólogos”, começou por afirmar Falabella, continuando: “Como é que um produto que tem 40 minutos de repente passa a ter 20? Como é que um espectador vai perceber um beijo entre duas personagens se eles cortam uma cena onde eu digo: ‘eu amo-te’?”, desabafou.


Conhecido por também ter interpretado várias personagens que ficaram na cabeça dos brasileiros, o actor foi ainda mais longe: “É a coisa mais estúpida que já vi na minha vida. É um absurdo. Se fosse autor aqui em Portugal ia causar uma grande confusão”, explicou.


A terminar, Miguel Falabella frisou ainda que esta opção acaba por prejudicar a programação de um canal: “Em termos de programação é muito mau. Se eu fosse director de programas jamais faria uma coisa destas. É uma pena”, concluiu.


Quiosque: Notícias TV