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20 de abril de 2010

Revista de Imprensa 20/04/2010

Bom dia! Seja bem-vindo a mais uma Revista de Imprensa!


Bianca Chica critica júri

Foi no passado domingo que o público ficou a conhecer esta jovem romena que há quatro anos vive no nosso país. Bianca ainda passou à coreografia de grupo, mas a lesão que tinha num dos pés impediu-a de dar o seu melhor. No final, a bailarina não conteve as lágrimas: “Chorei por não ter ficado e por não saber o que o júri anda ali à procura, afinal. Mas acho que a minha prestação até correu bastante bem porque não tive muito tempo para me preparar e não estava à espera de passar à coreografia de grupo”, disse ao 24 Horas.

Já refeita da sua passagem pelo concurso, Bianca Chica não deixou de apontar o dedo ao grupo de jurados: “Havia muitos candidatos a dançar hip hop e danças de salão e a maior parte não ficou. Nos de dança contemporânea passou muita gente e acho que isso se deve ao facto de o júri ser dessa área. Por isso sinto-me injustiçada”, concluiu à mesma publicação.

João Baião dedica-se à escrita
À semelhança de outros profissionais da televisão, como Júlia Pinheiro ou Fátima Lopes, também o apresentador de Portugal no Coração se prepara para escrever um livro. Em declarações ao 24 Horas, João Baião confirmou este projecto, mas preferiu não revelar sobre o que é que irá escrever. Se sobre a sua vida, ou se uma história criada por si.

Citação do dia:

“O rótulo televisivo vai perseguir-me por ser da SIC”

Jorge Pelicano


Número do dia:

598000

Foi a média de telespectadores que a primeira emissão de Herman 2010 alcançou, deixando para traz a concorrência, quer a TVI, quer a SIC.


Quiosque: 24 Horas

31 de março de 2010

Fecho


Boa noite. O Fecho de hoje incluí uma crónica da autoria de Joel Neto, retirada do Diário de Notícias.

Jornalismo à antiga


Revê-se Eu e os Meus Irmãos, a grande reportagem de Cândida Pinto e Jorge Pelicano agora exibida no Festival Internacional de Grandes Reportagens (França), e percebem-se as razões por que inspirou a criação de uma organização não governamental. O Terceiro Mundo, já se sabe, está agora pejado de ONG perigosas, com objectivos paralelos obscuros e criminosos, incluindo a espoliação, o tráfico e o próprio terrorismo. Por esta, que recebeu o nome da própria reportagem, porém, é fácil pôr as mãos no fogo.

Porque o trabalho de que nasce não é paternalista ou manipulado, excitadinho ou tampouco "fácil". Desde que deixámos de meter estilo com a bandeira do "jornalismo de investigação" e a substituímos pela da "grande reportagem", o que não tem faltado pelos canais nacionais é isso: a tentação de pegar nos pobrezinhos e fazer da dor deles a nossa lágrima. Pelo contrário, Eu e os Meus Irmãos é um pequeno oásis de contenção, nunca perdendo de vista que ali, entre os meninos de Inhambane, fracasso e resistência estão de mãos dadas e tão depressa nenhum se sobreporá ao outro, por muito que nos soubesse bem sermos definitivos sobre o desfecho.

Mérito para Cândida Pinto - e mérito também para Jorge Pelicano, autor dos documentários Ainda Há Pastores? ou Pare Escute Olhe! Há algo de profundamente contemporâneo no resultado final. E de profundamente antigo também: algo do tempo em que o jornalismo contava histórias independentemente da agenda mediática e era ainda capaz de mobilizar o público para uma causa sem que viesse de imediato contaminado de indícios de que, em breve, os protagonistas da boa vontade se sobreporiam aos protagonistas da história.