4 de junho de 2011

Fecho


Fechamos esta sexta-feira com mais uma crónica de Nuno Azinheira, retirada do Diário de Notícias. Bom fim de semana!

Coelhos da cartola

1. O programa estava mais ou menos traçado. De um lado, a força tradicional da RTP nas noites eleitorais. Do outro, a TVI, habitualmente forte nestes momentos, este ano com o plus de ter José Alberto Carvalho e Judite Sousa e a dupla António Vitorino-Marcelo Rebelo de Sousa. Ainda havia a SIC como alternativa. Com Ricardo Costa e Miguel Sousa Tavares. Até que Nuno Santos tirou dois coelhos da cartola. Na emissão de domingo, entre outros comentadores, a estação pública terá dois velhos rivais: Emídio Rangel e José Eduardo Moniz. Chapeau! É claro que não se sabe se ambos vão estar juntos, frente a frente ou lado a lado, ou em painéis diferentes, mas, para lá do peso específico de cada um deles, é uma grande jogada de marketing. E Nuno Santos já mostrou como é exímio nesse tabuleiro de xadrez.

2. À hora em que escrevo esta crónica ainda não sei que excitantes audiências terão os debates dos pequeninos (MEP contra todos, à razão de oito frente-a-frente), que RTP1, RTP2, SIC e TVI dividiram irmamente ontem à noite (a saga continua hoje). A decisão, imposta por uma Justiça absoluta e, portanto, cega, pode respeitar todos os cânones jurídicos. O juiz que decidiu pode ser profissionalmente o mais competente dos técnicos, mas, a decisão que as televisões foram obrigadas a acatar, é absurda. Se em Portugal, como noutros países do mundo democrático, concorressem a umas eleições 50 ou 60 partidos e movimentos, como se faria? É fácil perceber os argumentos do MEP e do PCTP (Garcia Pereira acabou por faltar aos debates), mas para ser levada a sério a Justiça tem de ter uma característica fundamental: bom senso. E foi essa que faltou.

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