
É difícil para quem viu este programa esquece-lo. Que o diga por exemplo a minha avó. "O Tal Canal" foi dos programas que os portugueses vão sempre lembrar.
Como tal só podia estar no Momentos desta semana.





Como Curral de Moinas é uma aldeia, ainda que fictícia, deveras profícua em notícias, a dupla de actores prepara já a próxima fornada de edições do Telejornal mais peculiar do pequeno ecrã luso. Quem o adiantou foi João Paulo Rodrigues, mais conhecido por Quim Roscas. "Esta quarta série vai ter novidades a nível de rubricas", disse, ressalvando que "a essência do formato nunca poderá ser reinventada". E sem avançar muito mais quanto aos contornos das alterações anunciadas, deixou a promessa: "As pessoas não vão levar com mais do mesmo e podem aguardar boas surpresas".
Satisfeito com o impacto positivo que o conteúdo tem vindo a granjear, João Paulo Rodrigues congratulou-se com o facto de "Telerural" já pertencer ao imaginário colectivo dos portugueses. "Em conversa, apercebo-me que os espectadores retêm episódios na memória dos quais já nem eu me lembro", refere, apontando, sobretudo, "à qualidade dos textos", além da "empatia com Pedro", a chave mestra do êxito. E claro, à pergunta "Se o sotaque nortenho é uma componente preponderante?", respondeu: "Não é só uma componente, mas a componente que nos confere graça".
Até há cerca de um ano atrás, ambos passavam despercebidos na rua. De súbito tudo mudou. Recorde-se que a parelha se inaugurou nas lides televisivas através de "sketches" no "1,2,3", então apresentado por Teresa Guilherme, integrando depois os programas de "day-time" da RTP1, alcançando, enfim, a consagração no horário nobre. Agora perderam o anonimato. "Na primeira abordagem o público espera brincadeira e cobra simpatia. Há quem nos confunda com as personagens e já passei algumas vergonhas", contou. Aliás, não são raros aqueles que pensam que Curral de Moinas existe. Quanto a algumas apreciações que acusam o seu humor de uma ligeireza que não caberá no serviço público, João Paulo Rodrigues argumentou que os "guiões têm três níveis de piada distintos: o mais óbvio e ridículo, e os subliminares". Segundo o actor, os que tecem essas considerações "não sabem ler nas entrelinhas". E acrescentou: "Nós não escarnecemos ninguém".
Está também na calha o lançamento do DVD da primeira série do formato.





Lembram-se daquela velha conversa de que os portugueses estão divorciados da política? Pois, parece que sim. Ainda assim, nunca fiando. Este mês de Setembro é que vamos perceber se, sim, é verdade. Já na quarta-feira começam os frente-a-frente entre os candidatos a primeiro-ministro. Ou melhor entre os candidatos a primeiro-ministro (Sócrates e Ferreira Leite) e os candidatos a chatear o primeiro-ministro (Portas, Jerónimo e Louçã).
O Sócrates-Portas de quarta-feira (TVI) será uma espécie de Benfica-Braga e o Sócrates-Ferreira Leite de dia 11 (SIC) será um inevitável Benfica-Sporting. Esses terão audiências garantidas. Mas quem verá o Olhanense-Rio Ave (Jerónimo-Portas) ou mesmo o Paços de Ferreira-Leiria (Ferreira Leite- Louçã)?
Ou seja, os portugueses interessam-se pela política naquilo que é estritamente necessário à sua vida, o essencial. Já quanto ao acessório, pode ficar para depois. Mesmo sabendo que este é um momento importante da vida política nacional, com duas eleições fundamentais separadas por escassos 15 dias.
Os canais de televisão fazem a sua obrigação. Os candidatos também. E felizmente que chegaram todos a um acordo. Afinal de contas, sempre é melhor estes frente-a-frente do que aquela cegada antiga de ter todos contra todos e a Fátima Campos Ferreira pelo meio...

Hoje o destaque vai para o Cabo. Foi por duas décimas que ontem não ficou em primeiro lugar, coisa que sinceramente nunca vi. A RTP1 ficou com 24% de share, o Cabo com 23,9%, a TVI com 23,8% e a SIC com 22,4%.
Nove anos depois da primeira edição de "Big Brother" (BB) tomar de surpresa o público britânico, o canal de televisão Channel 4 anunciou que não irá renovar o contrato para a emissão do programa.
O Channel 4 comprou os direitos para o 'reality show' em 2000, mas agora afirma que o programa chegou agora ao seu fim natural. Por detrás da decisão estão as baixas audiências da última edição de BB.
A estação afirmou, no entanto, que irá cumprir o contrato de emissão de 11 séries, transmitindo a última edição de BB em 2010.
Em 2002, quando começou, o programa atingia uma média de oito milhões de espectadores, um número que baixou para os cerca de dois milhões, apesar dos esforços da estação em introduzir novidades ao formato.
O Channel 4 admitiu que o programa irá deixar um grande "buraco" no calendário do canal. "O BB foi o programa mais influente e popular que tivemos durante a última década. Inevitavelmente estamos entusiasmados e aterrorizados com a perspectiva de viver sem ele", admitiu Julian Bellamy, chefe de programação da estação.
A produtora Endemol deixou, no entanto, em aberto a possibilidade de o programa ser comprado por outra cadeia de televisão após as últimas emissões de BB e "Celebrity Big Brother".
Na semana passada, os produtores do programa anunciaram que o vencedor da actual edição - a ser anunciado esta semana - não irá receber o prémio original de 115 mil euros, após uma série de concorrentes abandonarem temporariamente a casa por uma saída de emergência.
Durante a última década, o BB britânico foi marcado por inúmeras controvérsias, incluindo os confrontos entre Jade Goody e Shilpa Shetty.









Colegas apresentadores e perito dos média antecipam como vai ser a disputa das tardes.
O trilho dos seus destinos teima em cruzar-se. Falamos de duas das apresentadoras nacionais mais consagradas: Fátima Lopes e Júlia Pinheiro. Em breve ambas vão disputar o mesmo horário. Adivinha-se um duelo de titãs.
"As tardes da Júlia", que ocupa a faixa horária vespertina da TVI, já há muito conquistou o estatuto indestronável de líder de audiências do pequeno ecrã nacional. "Fátima", por sua vez, programa residente das manhãs da SIC, veio a perder terreno no último ano, sobretudo após a saída da profissional que lhe emprestava o nome, em virtude da sua licença de parto. Recentemente, a estação de Carnaxide decidiu reestruturar a grelha de "day time" para a "rentrée" televisiva que se avizinha e eis que Fátima Lopes transitará para a tarde.
Aliás, será este o grande trunfo do director de Programas, Nuno Santos, para readquirir algum terreno. Ora, Júlia Pinheiro e Fátima Lopes vão digladiar-se pela fidelização do mesmo público. Será que a carta lançada pela SIC cumprirá esses intentos?
Para Rui Cádima, investigador na área dos média, "trata-se de um horário muito complexo, também pelas características dos espectadores: classes C/B; isto é, reformados, donas de casa e desempregados". Perante este público, "sui generis, na sua maioria pouco intelectualizado e a precisar de uma rápida descodificação do que é dito e feito", a tarefa "complica-se", diz. Considerando que Fátima Lopes é "uma boa solução em termos de prata da casa da SIC", para fazer frente a Júlia Pinheiro, descreve esta última como: "Animal televisivo de grande porte".
Aliás, não menosprezando as capacidades de Fátima, quem classifica enquanto "dama forte da comunicação", e que, curiosamente, foi sua aluna na faculdade, aponta a Júlia "um 'savoir faire', uma vitalidade ímpar, sendo imbatível qualquer que seja o horário em que apareça". Contudo, Cádima frisa um ponto que, segundo ele, não pode ser olvidado: "Toda a equipa de produção por detrás". E nesta medida, acrescenta: "Tem de haver um esforço de retaguarda quanto aos atractivos dos formatos, porque com armas iguais, à partida, Júlia levará sempre vantagem".
Jorge Gabriel, que conduz, com Sónia Araújo, o programa matinal da RTP1, afiança ser "um descanso para o 'Praça da alegria'" deixar de contar com a concorrência de Fátima, "uma profissional de mão cheia", nas manhãs. Contudo, em seu entender, quem tem a beneficiar com esta transição são "os espectadores", e salienta que a apresentadora da SIC "não entra em nada para perder".
Não obstante, "ser menos uma arma de arremesso para o ´Praça'", Jorge está mais interessado na dupla Tânia Ribas de Oliveira e João Baião que co-dirige "Portugal no coração" nas tardes do canal do Estado. E vai de encontro à ideia de Cádima: "Em televisão não se faz trabalho solitário", pelo que o mesmo deve ser entendido "no conjunto da equipa".
Luísa Castel-Branco, quem substituiu Júlia Pinheiro no concurso "O elo mais fraco" da RTP, ressalva a sua falta de isenção para falar sobre a matéria. Mais próxima da profissional a quem sucedeu naquele conteúdo, salienta que Júlia "faz tudo excepcionalmente bem". Não lhe poupa elogios: "É fascinante a sua versatilidade". Todavia, assinala também o "profissionalismo" de Fátima.
Por seu turno, Fernando Alvim, depositanto sempre a tónica do seu discurso na brincadeira, assevera: "A melhor será aquela que mais se aproximar da Oprah em termos estéticos". Dando ainda a sua achega típica. "Talvez a Júlia, com um bom solário, tenha maior potencial", não fosse ela "mulher do meu patrão" ( Rui Pego, director das rádios públicas).
Certo é que, neste xadrez, onde a estratégia é rainha, a parada está alta. Elevou-se. O xeque-mate só se indagará daqui a algum tempo, mas, para já, infere-se, das opiniões auscultadas, que o jogo aparenta ser o mais renhido da "rentrée".

A SIC perdeu em Agosto a embalagem que tinha conquistado em Junho e Julho. Os Mundiais de Atletismo, a Volta a Portugal e o arranque da Liga Sagres na RTP roubaram o protagonismo à estação de Carnaxide. Por outro lado, os formatos tipicamente de verão TGV e Salve-se quem Puder (sobretudo o primeiro, aos domingos) começam a revelar sinais de cansaço e de algum desgaste. A segunda quinzena do mês está a ser ainda pior que a primeira. Só para termos um exemplo, nos últimos nove dias contabilizados pela Marktest, esta estação ficou sempre abaixo dos 22 pontos.
Ou seja, a única estação que está a capitalizar a descida da TVI é a RTP1. Ou melhor, a questão até pode colocar-se do lado inverso. A televisão pública é causa e não consequência. A descida da ex-estação de Moniz, que deverá rondar os dois pontos entre Julho e Agosto, deve-se ao crescimento da RTP, com um mês recheado de eventos especiais.
Para a SIC era bem melhor que a queda do líder fosse estrutural e não conjuntural. Que fosse causa e não consequência. Porque se assim fosse, significaria que os portugueses estavam cansados da TVI. E, apesar de tudo, é mais fácil a SIC concorrer com a RTP, cuja irregularidade da sua prestação nas audiências lhe permitiria alimentar mais veleidades.
O drama é que, apesar da fragilidade que a TVI vai dando sinais em alguns dias, não parece ser para já o divórcio entre os portugueses e a televisão das novelas. O que torna Setembro muito mais perigoso para a SIC…

A próxima série da SIC, ainda sem nome, começa esta semana em pós produção. Para o elenco, está assegurada Inês Castel-Branco, que regressou ao trabalho esta semana para se dedicar a este novo desafio. A data de estreia desta série está agendada para 2010 e traz uma grande novidade. Quem irá escrever a série é nada mais nada menos que Inês Castel-Branco. Depois de ter assinado um contrato com a estação de Carnaxide, a actriz tem agora um papel acrescido. De referir ainda que Rita Lello também está escalada para o elenco.
Depois dos bons resultados da primeira temporada, a estação pública volta a apostar nesta série protagonizada por Pêpe Rapazote. A RTP1 encomendou mais 24 episódios, sendo que a história irá manter-se praticamente igual. Há apenas uma novidade por enquanto. Patrícia Bull regressa à ficção como ama dos filhos de Pêpe Rapazote.
O popular quarteto humorístico está de volta aos ecrãs. Depois de "Zé Carlos", a SIC vai emitir a nova série de Gato Fedorento a partir do dia 14 do próximo mês. O programa terá como base o antigo formato, mas será em directo. Tal como o blog tinha adiantado, com as eleições à porta os políticos serão os alvos desta nova série de humor.
Fátima Campos Ferreira regressa aos ecrãs com o seu programa de debates já no próximo mês. Será dia 7 de Setembro que novos temas e novos convidados vão estar em destaque no auditório da Casa do Artista em Lisboa.





De todas as personagens desconcertantes surgidas (ou ressurgidas) na TV nos últimos anos, a mais desconcertante é José Manuel da Costa Teso, o meteorologista da RTP. Tem um nome que já não é deste tempo, enunciado à maneira de um tempo que não é este. Usa um papillon, uma pose e uma mímica que já não são deste tempo também - e, sobretudo, fala de uma maneira já há duas ou três gerações estava fora de tempo.
"Boas notícias para os bragantinos", diz Teso. "Tempo menos bom para a Cidade dos Arcebispos", continua. "Animem-se, egitanienses!", "Em Aveiro, terra de Zeca Afonso…", "Muito calor para albicastrenses e escalabitanos", "Para Lisboa, cidade das sete colinas…", "Em Setúbal, de Luísa Todi…", "Para Beja, com o seu famoso pelourinho…"… Ouvi-lo é como voltar aos exames da quarta classe dos anos 50, onde se recapitulavam os monumentos, os rios e os ramais de comboio - e, aliás, não se perdia uma oportunidade para usar um gentílico mais engraçadinho.
Os cavaleiros da TV moderna talvez não gostem dele. José Manuel Teso enche as previsões de palha e desperdiça tempo que podia render publicidade. Mas, naquele seu estilo pomposo, meio Jorge Emiliano (o árbitro brasileiro a quem chamavam "Margarida", vão ver ao YouTube) e meio senhor-que-diz-adeus- -aos-carros-no-Saldanha, traz ao boletim meteorológico da RTP ao mesmo tempo uma comicidade, um interesse e (aliás) uma credibilidade científica que nenhuma manequim conseguiria trazer.
A RTP1 vence o Minuto Mais Visto da Semana com o jogo entre o Sporting e a Fiorentina. No dia 18 de Agosto, pelas 21 horas e 29 minutos, a estação pública obteve 18,6% de rat e 52,8% de share.
O dia de ontem foi novamente ganho pela TVI. A estação de Queluz de Baixo está a subir. Ao invés, a SIC não consegue sair dos 20/21% de share. Esta quinta-feira ficou atrás do Cabo.