10 de maio de 2011

"Remédio Santo": as personagens



Depois de lhe revelarmos a história da nova telenovela da TVI, é agora tempo de lhe trazermos todos os pormenores sobre as diferentes personagens!

BORGES

Violante Coelho Borges – Margarida Marinho / Eva Barros


É uma mulher elegante, refinada, excêntrica, que gosta de usar roupas caras e jamais sai à rua sem estar maquilhada. De personalidade firme e vincada, raramente se deixa abater e enfrenta os seus inimigos com frieza e determinação. Aparenta estar sempre de bom humor e usa a extroversão como forma de disfarçar a amargura e tristeza que a consomem por dentro. Criou esta capa para tentar apagar a mulher que foi no passado.


Há trinta anos, era pobre e foi abandonada no dia do casamento por Daniel, que a trocou pela melhor amiga, Eugénia. Desesperada, foi levada para Espanha por Álvaro Borges. Perdeu a criança que esperava do ex-noivo e jurou que jamais aMaria alguém ou voltaria à sua terra natal. Cortou relações com a família, à excepção do pai. À mãe nunca perdoou a preferência que manifestava pela amiga Eugénia, desde a infância.


Casou com Álvaro, com quem tem uma relação de respeito, mas sem afecto. A sua ascensão social fez dela uma presença obrigatória nas festas mais badaladas de Salamanca, onde reside com o marido e os filhos. Mãe de Helena e Miguel, nunca deu grande atenção a nenhum dos dois, até ao dia em que Miguel sofreu um acidente, que o deixou surdo. Sentindo-se culpada, é, desde então, muito protectora em relação ao filho, mas vive em constante atrito e tensão com Helena.


Álvaro Borges – Nicolau Breyner / Ricardo Castro


É um homem distinto, um dos mais renomados professores universitários de Medicina na Universidade de Salamanca, onde fixou residência em criança, quando os seus pais, de origem portuguesa, para lá se mudaram. Possui uma grande fortuna, proporcionando à família uma vida luxuosa.


Desde cedo que se apaixonou pela região de Viseu, onde comprou terras e gado, além de financiar negócios de outras pessoas, aos quais cobra juros elevados. Era ainda estudante quando se envolveu com Nazaré, uma mulher casada que engravidou dele e deu à luz Armando, que foi assumido pelo marido dela. Álvaro e Nazaré fizeram um pacto de só revelar a verdade ao rapaz quando Álvaro decidisse que era o momento certo. Após levar Violante consigo para Espanha, casou com ela e proibiu Nazaré de contar a Armando que ele era o seu pai. Entre Espanha e Portugal, acompanhou o crescimento dos seus três filhos: o bastardo, que tornou no homem da sua confiança, aquele que conhece os seus negócios, e os legítimos, Helena e Miguel.


O casamento com Violante sempre se pautou pelo respeito mútuo, sem grande afecto entre os dois. Nunca lhe contou que já tinha um filho quando caSaram. Tem uma ligação muito forte com a filha, Helena, a quem satisfaz todos os caprichos. Morre num acidente de carro e o seu testamento vai deixar a família legítima em pé de guerra com o filho bastardo.


Helena Coelho Borges – Rita Pereira



Filha mais velha de Violante e Álvaro, é deslumbrante e chama a atenção de todos. Muito ligada ao pai, sente falta do amor que a mãe nunca lhe deu. Foi mimada em excesso, o que lhe permitiu fazer sempre tudo o que quis.


É impulsiva, determinada e obsessiva em tudo o que faz. Não sabe lidar com o final seja do que for, o que a faz criar uma realidade paralela àquela em que vive. Anda quase sempre com uma máquina, fotografando coisas variadas e díspares, que depois organiza num quarto onde ninguém entra. É uma pessoa algo desequilibrada, que envereda por situações de altíssimo risco para se acalmar. Nesses momentos de total descontrolo, perde a noção da realidade e de tudo o que a rodeia. Quando se acalma, a frieza, o pragmatismo e o maquiavelismo tomam conta de si.


Estuda na Universidade de Salamanca, mas é pouco aplicada. Foi para enfermagem, como poderia ter ido para outro curso qualquer. Nasceu rica e vive do que o dinheiro lhe pode proporcionar. Ao perder o pai de forma súbita e depois de acusar a mãe de ser uma assassina, torna-se uma pessoa descrente e sem fé. Já teve muitos namorados, mas sempre os usou e deitou fora como bem entendeu. Gonçalo foi o único que amou e o único que a rejeitou, despertando nela um desejo doentio de tê-lo para si.


Miguel Coelho Borges – Lourenço Ortigão


Filho mais novo de Violante e Álvaro, é um rapaz pacato e inseguro, mercê da sua deficiência auditiva, provocada por uma queda na piscina da casa de Salamanca. Tem poucos amigos, mas todos o adoram por ser generoso, abnegado e um verdadeiro coração de ouro. Por isso, nunca culpou a mãe pelo acidente que sofreu.


Estuda música no Conservatório de Salamanca. É esforçado, com os outros sentidos mais apurados do que a audição e com uma noção de ritmo fora do vulgar. Quer singrar na música popular e nos ritmos mais batidos. E, apesar de surdo, poucos têm o sentido de musicalidade apurado como ele.

Fica afectado pela morte do pai, mas jamais acusará a mãe, ficando incondicionalmente do lado desta.


Pouco ligado a coisas materiais, é um amante da Natureza e do misticismo que rodeia a aldeia, mas tem pavor da água e evita aproximar-se do rio que corre ali perto. Estabelece uma ligação quase de irmão com Ângelo, o pastor filho do seu irmão bastardo. Como Ângelo também toca flauta, os dois formam um duo musical de sucesso.


FERREIRA


Nazaré Ferreira – Delfina Cruz


Típica mulher do campo, nunca saiu da aldeia onde nasceu. É amarga e desgostosa com a vida, marcada pelo tempo e pelo desgosto de nunca ter ficado com o homem que realmente amou, Álvaro. No auge da sua juventude, deixou-se encantar por ele. Era casada com um homem simples, mas traiu-o com o seu grande amor. Não sentiu remorsos da traição. E, mesmo sabendo que o filho que carregava era de Álvaro, permitiu que o marido assumisse Armando como seu filho. No entanto, nunca escondeu a verdade a nenhum dos dois e permitiu que Álvaro desfizesse qualquer dúvida sobre a paternidade com um teste de ADN. Quando Álvaro casou com Violante, viu-se apagada da vida dele e viu-se remetida à condição de governanta da casa deste em Viseu. Engoliu o orgulho, porque precisava de trabalho e cumpriu a promessa de não revelar a verdadeira paternidade de Armando, mas nunca se conformou, vivendo revoltada com o destino que traçou para si.


Trata da casa de Álvaro como se fosse sua. Também cuida do filho, Armando, e do neto, Ângelo. Escondendo um vazio sentimental terrível, apegou-se à religião. Ou melhor, ao mito da Santinha da Luz, devido à relação de amizade que possui com Jacinta. Transformou-se numa beata, daquelas que criticam todas e quaisquer atitudes que possam ofender a moral e os bons costumes. Habilidosa, encarrega-se de fazer as lembranças alusivas à Santinha da Luz, sendo ludibriada por Jacinta.


Armando Ferreira - Adriano Luz


Homem do campo, criado na terra, à qual tem grande apego. Veste roupas de qualidade e apropriadas a um homem que exerce as suas funções – controlar todos os negócios de Álvaro em Viseu. É firme, decidido, sabe como se trata da terra e gosta de dar o exemplo aos outros. Não manda fazer sem primeiro ensinar, deitando mãos à obra sempre que é preciso dar o exemplo. Estudou até ao 12º ano e só não fez um curso superior porque preferiu começar a trabalhar. Não quis sobrecarregar a mãe, nem aceitar a ajuda do homem que julga ser apenas um patrão e não seu pai. É orgulhoso e teimoso. Intermediário nos negócios de Álvaro na região, sempre ganhou comissões com esses negócios, mas jamais roubou quem lhe paga o salário. Tem um lado machista acentuado. Foi abandonado pela mulher, que o deixou com um filho nos braços, Ângelo. Mas sofre em silêncio por não ter sido correspondido no amor que sentia pela mulher. Esconde, porém, essa fraqueza e o orgulho ferido de macho atrás da brutalidade. Até do filho, que trabalha no campo como pastor e que ele trata como um outro trabalhador qualquer da propriedade. Filho bastardo de Álvaro, herda uma grande fortuna com a morte deste.


Ângelo Ferreira - Pedro Carvalho


Filho único de Armando, é a simplicidade em pessoa. Nunca teve vocação para os estudos e, por mais que o pai o obrigasse, fugia da escola para se dedicar ao rebanho. Chumbou sucessivamente de ano, até que o pai se viu obrigado a tirá-lo da escola e a pô-lo a trabalhar como pastor, que é o que realmente gosta de fazer. Passa os dias no campo a guardar o gado, sempre acompanhado do seu fiel cão e da sua flauta. Tudo faz de bom agrado e está sempre disposto a ajudar o próximo. Não reclama das exigências paternas nas questões de trabalho, nem da falta de afecto do pai. Mas sente isso na pele, tal como sente a falta da mãe, que abandonou a família e nunca mais quis saber dele. Evita pensar muito sobre esse assunto, concentrando-se no trabalho e nos afazeres do dia-a-dia. Nada o intimida, a não ser a água, da qual tem pavor, pois não sabe nadar e vive com receio de cair ao rio.


No amor não tem muita sorte. Tem uma paixão platónica por Aurora, mas nunca teve coragem de lhe declarar o seu amor. No entanto acabará por disputá-la com Gonçalo. Torna-se muito amigo de Miguel, a quem verá como um autêntico irmão. Nessa altura, e apesar da surdez de Miguel, os dois descobrem grandes afinidades musicais e decidem formar um duo musical de sucesso. Dá-se bem com toda a gente e gosta de ajudar o próximo.


ROSÁRIO


Jacinta Do Rosário - Manuela Maria



Mulher rústica, de personalidade forte, ficou sozinha no mundo, quando um terramoto na aldeia levou toda a sua família, à excepção da neta, Aurora, cujo nascimento foi considerado um milagre. Tinha acabado de se mudar para a zona, após reformar-se, quando tudo sucedeu e aproveitou-se do fenómeno natural para criar o mito da santidade em torno da neta.


Veste com austeridade e continua a viver na pobreza, embora tenha dinheiro amealhado, graças à expansão do mito da Santinha da Luz, que alimenta de todas as maneiras. Conta com a ajuda de um grupo de beatas, liderado por Nazaré. É espertalhona, sagaz e negociante nata, que lucra com a fé do povo. Em dias de roMaria, tem uma banca montada à porta de casa, onde se vendem lembranças alusivas à neta, que as beatas criam com devoção, ficando com a maior parte do lucro para si. Apesar de tudo, é temerosa a Deus, a quem pede perdão por alimentar uma mentira, justificando-se com a necessidade de sobrevivência.


Aurora Do Rosário - Sara Barradas


Dona duma beleza angelical, veste de modo simples e despojado, com ar de menina feita mulher, meio traquina e meio ingénua, típico de quem nunca saiu daquela aldeia para conhecer mundo, nem teve uma vida plena de liberdade. É pura, doce, meiga e bondosa, conformada com a sua santidade, que não questiona.


Desde praticamente o seu nascimento que é considerada santa, a Santinha da Luz, aquela que fez da noite dia ao acabar com um eclipse do sol e um terramoto que se abateu sobre a aldeia no dia em que nasceu. Perdeu os pais e toda a família no terramoto. Sobreviveu-lhe a avó, Jacinta, que a criou desde então, incutindo-lhe sempre a sua santidade. Não teve uma infância como a das outras crianças. Teve lições em casa, porque, na escola, os miúdos ou tinham medo dela, ou gozavam com o facto de ser santa. O único que a protegia era o pastor Ângelo, o único amigo que tem.


Vive sob o jugo da avó, enclausurada em casa, longe do contacto com os outros, a não ser nos momentos em que foge e se escapa para a montanha, para se refugiar do peso que lhe foi incutido. Mas regressa sempre para desempenhar o papel de santa na perfeição. Cura doentes, abençoa pessoas, salva gado e pastagens… Tudo com uma simples bênção, reza e um sinal da cruz.


Ao conhecer Gonçalo, apaixona-se pelo rapaz, o que a deixa confusa, pois desconhece o que seja o amor. Além de o seu estatuto de Santa a impedir de viver um amor carnal.

MONFORTE


Graça Monforte – Simone de Oliveira


Mulher bonita, bem conservada, cheia de classe, que aprendeu a ser quem é. Nasceu pobre, mas fez um excelente casamento e subiu na vida, entrando para uma das mais tradicionais e ricas famílias de Viseu. Aprendeu a ser uma senhora e a comportar-se como tal. É austera, conservadora, severa e exigente.


Mãe de Eugénia, António e Hortense, sempre quis determinar o futuro dos filhos, sem sucesso. Cortou relações com Hortense, quando esta engravidou, ainda em solteira; foi obrigada a acostumar-se ao facto de António se ter tornado padre; e colocou todo o peso da família nos ombros de Eugénia e do genro Daniel, com quem se identifica, por ter vindo também de baixo. Pôs todos os negócios nas mãos de Daniel, que quase arruinou financeiramente a família. Exige-lhe que recupere tudo o que perderam e hipotecaram. Também quer controlar a vida dos netos, nomeadamente Gonçalo.


Embora tenha horror à pobreza e à vida simples que levava, não consegue desligar-se das suas origens. Por isso, às escondidas da família, frequenta os bailes das viúvas em casa das irmãs Muleta Negra, onde dança noite fora.


Daniel Tavares Monforte – Almeno Gonçalves / João Catarré


Nasceu pobre, mas nunca se conformou com a vida que a família lhe tinha destinado. Percebendo o interesse da milionária Eugénia Monforte em si, abandonou a noiva Violante no dia do casamento, apesar de a amar. Fez do dinheiro o seu objectivo de vida, esquecendo os sentimentos. Usa a sobranceria e a arrogância como armas de defesa para esconder as suas fraquezas.


Cortou relações com toda a sua família, adoptando o sobrenome da família da mulher e renegando o seu. É um pau mandado nas mãos da sogra, Graça. Ao assumir os negócios dos Monforte, colocou a família numa situação de crise financeira. Para sair dela, endividou-se junto de Álvaro, sem sequer imaginar que este é casado com a mulher que abandonou. Dominado pela ânsia de conseguir provar à sogra que consegue recuperar o património, colocou tudo nas mãos da sua inimiga número um.


Vive uma relação de tensão permanente no casamento e só se mantém casado para não perder o estatuto que alcançou. Pai de Fernando e Gonçalo, hostiliza o filho mais velho, tratando-o quase com desprezo. Gonçalo é o seu preferido, até por ser a sua cara chapada. Preparou-o para ser o seu substituto nos negócios da família. Permitiu que o filho se licenciasse em Medicina, desde que não descure as obrigações que sobre ele impendem.


EUGÉNIA MONFORTE – Sílvia Rizzo / Diana Nicolau



Bonita e elegante, é uma mulher obcecada com a juventude perdida. Por isso, passa a vida a fazer plásticas. Quando era jovem, roubou o namorado à melhor amiga, para casar com ele. Sempre foi apaixonada por Daniel e, na iminência de o perder, não se coibiu de lhe oferecer tudo o que possuía. Não perde uma oportunidade de atirar à cara do marido que a sua conta bancária pesou sempre mais que o coração em todas as decisões que ele tomou. Sofre com o vazio que é a sua vida.


O casamento com Daniel está mais que esgotado, mas o que ainda sente pelo marido fá-la permanecer ao seu lado. A sua relação com a mãe é de tensão constante, já que é criticada pela educação que deu aos filhos, pelo pouco apoio que dá ao marido, pelo dinheiro que gasta… por tudo. Vale-lhe o apoio e o carinho sem limites de Brígida, a sua ama, que sempre a tratou como a sua menina querida.


No que toca aos filhos, é uma leoa a defender tanto Fernando como Gonçalo. Ao contrário do que conseguiu para si, deseja que os filhos sejam felizes e incita-os a lutarem, embora ela própria não seja capaz de o fazer.


Fernando Monforte - Renato Godinho


Educado, culto e refinado, é daqueles que sabem estar e falar. Por detrás da sua calma aparente, esconde-se um homem revoltado, invejoso, manipulador, maquiavélico e frio.


Filho mais velho de Daniel e Eugénia, cresceu hostilizado pelo pai, a quem faz tudo para agradar, tal como a todos os outros membros da família, nomeadamente à avó, Graça, a quem dá graxa para que seja tido por ela em consideração. Nunca percebeu porque razão os negócios da família não lhe foram destinados. Licenciou-se em Gestão apenas para agradar a Daniel, mas nem assim conseguiu a atenção do pai, sempre voltada para o irmão. Por isso, odeia Gonçalo, ainda que disfarce esse ódio de morte com a capa de melhor amigo. A mãe é a única que o entende e acarinha. Mas quem ele queria que lhe dedicasse atenção era o pai. Por causa deste perdeu o seu grande amor. Apaixonado pela sua prima Amélia, pertencente ao lado da família com quem o pai cortou relações, preferiu sofrer e separar-se da rapariga do que desagradar ao pai. Ambicioso, quer controlar o império da família e tudo fará para descredibilizar o irmão. É carente e solitário, acabando por atraiçoar, com o seu carácter falso, quem se aproxima dele. E acaba por ficar sempre sozinho.


Gonçalo Monforte – João Catarré


Bonito e atlético, faz sucesso entre as mulheres. Estudante de Medicina em Salamanca, fez o curso nos anos que eram previstos, mas não deixou de aproveitar o lado boémio da vida universitária. É honesto, bom carácter, empenhado e empreendedor. Filho mais novo de Daniel e Eugénia, é o preferido de toda a família, em especial do pai, por ser a cara chapada deste quando era novo. Foi designado pelo pai e pela avó como aquele que irá assumir, um dia, o comando dos negócios da família. Aceitou essa obrigação para não desagradar a quem sempre o mimou. Apesar de querer abrir um consultório onde possa exercer e ajudar os mais necessitados, sabe que os negócios dos Monforte estarão sempre em primeiro lugar. O peso que se permitiu incutirem-lhe leva-o, muitas vezes, a desistir dos seus verdadeiros sonhos. Mantém laços secretos com a família do pai, sem que este saiba. Às escondidas, visita o avô Zé Tavares e, em Salamanca, o seu melhor amigo é o primo Celso, estudante de Medicina como ele. Também se dá com a tia Hortense e o primo Sebastião, embora o faça de modo discreto, pois sabe a irritação que isso provoca na avó, a quem não quer decepcionar. É um rapaz que tem tudo para ser feliz, mas que aceitou imposições externas das quais não se consegue libertar para alcançar a felicidade que tanto almeja. Quando abandona Salamanca, abandona também a obsessiva Helena, encontrando em Aurora, a Santinha da Luz, o seu verdadeiro amor. Mas terá sempre a sombra do passado e o mito de Aurora a impedirem a sua felicidade.


António Monforte – MarcAntónio Del Carlo


Homem bonito, de porte, com charme e distinção, é padre em Mundão, uma das aldeias do concelho de Viseu. É rezingão, rabugento, intransigente e muito conservador no que concerne às questões religiosas.


Filho do meio de Graça, nunca foi apegado à religião. Pelo contrário. Quando era jovem passava o tempo em copos, relações fugazes e noitadas com os amigos. Até que, um dia, sofreu um grave acidente e apegou-se a Deus. Prometeu que Lhe dedicaria a sua vida se conseguisse sobreviver sem sequelas e assim aconteceu. Contrariando a vontade da mãe, foi ordenado Padre, embora hoje seja um dos maiores orgulhos da matriarca dos Monforte, que assim viu o filho endireitar a vida.


É o maior opositor do fenómeno da Santinha da Luz, criticando aqueles que consideram a rapariga santa, mas não tem remédio a não ser cruzar os braços diante do mito. Procura a harmonia de toda a família, nomeadamente que a mãe Graça e a irmã Hortense façam as pazes e se entendam de vez. Tem adoração por todos os sobrinhos e a todos quer ver felizes.


É um desportista nato e adora correr, exibindo os seus músculos. Mas é firme e fiel nas convicções que tem e nada abala a sua relação com a Igreja.


“VIÚVA BRANCA”


Hortense Monforte - Sofia Alves


Muito bonita, distinta e com classe, tem uma personalidade muito forte, cheia de determinação e coragem, sendo uma mulher a quem ninguém cala.


Filha mais nova de Graça, cortou relações com a família, quando engravidou de Sebastião, ainda em solteira, sem nunca ter revelado quem era o pai do filho. É dona do bar Viúva Branca, o que condiz com a sua condição. Já perdeu três maridos, mas ainda tem esperança no quarto. Por isso, veste sempre em tons claros, como se fosse uma noiva, por estar sempre pronta para o casamento e para o funeral. Guarda religiosamente as cinzas dos tês maridos em pequenos potes, dos quais ninguém se pode aproximar.


Tem pavor da solidão e, por isso, faz questão de controlar todos os passos do filho, de forma quase doentia. Para não se sentir sozinha, hospeda a amiga Evangelina em sua casa. Tem um coração de ouro, gosta de ajudar toda a gente, mas também é extremamente exagerada em tudo. Gere o seu bar com sucesso, que é o ponto de encontro dos homens de negócios e das mulheres de classe alta da região. Sempre que está no bar, procura algum homem que possa interessar-lhe. Desde que se chame Zé…


Sebastião Monforte – Pedro Caeiro


Animado, bem-disposto e sedutor, faz as raparigas suspirarem por ele. É aventureiro, amante de desportos radicais e do perigo. Tudo isto quando está longe da mãe, Hortense, que faz questão de o controlar. Foi criado com uma protecção excessiva, o que, em nada, reforçou a sua personalidade. Está a tirar um curso na área da gestão hoteleira, que não lhe agrada. Fê-lo apenas por vontade da mãe. Fora de portas, é firme e determinado, mas basta chegar ao pé da mãe para se tornar noutra pessoa. É incapaz de dizer-lhe que não e isso fá-lo sentir-se revoltado consigo mesmo e achar-se um fraco. Sente-se sufocado, incapaz de ter uma vida normal como os outros rapazes da sua idade. Acontecem-lhe coisas estranhas em todos os seus relacionamentos amorosos.


Desabafa frequentemente com a amiga da mãe, Evangelina, que reside em casa deles. Sabe que a mãe convive mal com a solidão e não tem coragem de deixá-la. Também é conhecedor dos boatos que circulam sobre Hortense acerca da morte dos seus três maridos e teme que a mãe possa estar envolvida na morte deles.


Evangelina Bettencourt Resende - Patrícia Tavares



Oriunda duma família aristocrática e com uma linhagem de mais de quatrocentos anos, é educadíssima, elegantíssima, cheia de classe e compostura. Mas a verdade é que está completamente falida. Esbanjou toda a herança que os pais lhe deixaram, ao ponto do velho casarão da família estar quase a cair por dentro. Para sobreviver, não teve outro remédio a não ser recorrer à sua amiga Hortense e pedir-lhe abrigo, enquanto iria fazer umas supostas obras no casarão.


É esbanjadora, impulsiva, esperta e não tem medo do trabalho. Mas também depende do trabalho, porque uma mulher como ela não estraga as unhas com trabalho braçal. Dona duma imaginação muito fértil, teve que arranjar uma solução para ganhar dinheiro rápido e de forma fácil, já que está habituada a um elevado padrão de vida e não consegue apagar esse lado consumista. Criou uma firma de eventos, a «Lágrimas de Sangue, Sociedade Unipessoal», fazendo trabalhos secretos. Está associada às irmãs Muleta Negra, em casa das quais organiza os bailes das viúvas. Com Maria dos Caixões tem um acordo para serviços de carpideira em funerais, aos quais vai disfarçada, toda vestida de preto, com um pequeno buço postiço, chorando «lágrimas de sangue» pelos defuntos. Muitas vezes, tem dificuldade em receber as quantias pelos serviços que presta, mas, mal se vê na posse do dinheiro, gasta-o todo.


Nunca casou nem se lhe conhecem casos amorosos, já que é muito ciosa da vida privada.


MULETA NEGRA


Maria Dos Anjos Muleta Negra – Rita Loureiro


Conhecida por «Maria Polícia», é Sargento da Guarda na aldeia. Tem um ar austero, anda quase sempre fardada e é obcecada com armas. Aos poucos, transforma o seu roupeiro num autêntico arsenal bélico. Para ela, a segurança está acima de tudo e de todos.


Vive com as irmãs Maria de Deus e Maria de Jesus, partilhando tudo com elas, até o mesmo quarto. As três criaram os sobrinhos, Edgar e Clarinha, como se fossem seus filhos. Foi apaixonada pelo pai dos sobrinhos, que casou com a entretanto falecida irmã mais velha, Maria do Espírito Santo. Não pode ver um homem em tronco nu, que imediatamente sente fortes calores.


A casa onde mora com as irmãs serve de hospedaria e abriga a agência funerária da irmã. Além disso, o enorme salão da casa serve ainda para fazer os interrogatórios, já que o Posto está em obras; serve de bar, como ponto de encontro dos habitantes da aldeia; e, uma vez desviados os móveis, serve de salão de baile, para os bailes das viúvas. Nesses eventos, embora dê o seu pezinho de dança, está sempre mais preocupada com a segurança dos presentes.


Fala sempre em diminutivos e está sempre a trabalhar, seja por ordem de comandos superiores, seja por iniciativa própria.


Maria De Deus Muleta Negra – Julie Sergeant


Conhecida por «Maria dos Caixões», é dona da Agência Funerária «Conforto Eterno». É muito dedicada ao trabalho. Gosta de tecnologia e passa horas a pesquisar novas gamas de artigos fúnebres, de modo a poder oferecer uma paleta de serviços única e ampla. Anda sempre com material da agência atrás de si. De noite, por dormir no mesmo quarto que as irmãs, torna-se incomodativa pelas horas que passa na cama a fazer pesquisa, sempre de luz acesa, quando as outras querem descansar. É a mais feminina das três. Gosta de se arranjar bem, com sobriedade para as ocasiões fúnebres e com excentricidade para as ocasiões festivas.


Fala com os mortos enquanto os arranja e faz-lhes todas as queixas da vida. Está habituada a vestir e despir homens, mas também é invadida por calores, mal vê um homem vivo em tronco nu. Não sendo mística, vê a morte como um negócio.


Prática e decidida, faz a gestão das contas da família e estabelece orçamentos que devem ser rigorosamente cumpridos e executados.

De tanto conviver com a morte, é uma mulher cheia de vida e, por isso, adora os bailes das viúvas em sua casa. Adora os sobrinhos, Edgar e Clarinha, tal como adora as irmãs.


Maria De Jesus Muleta Negra – Anabela Brígida


Conhecida por «Maria Coveira», é a mais forte e masculinizada das três irmãs. Pratica exercício para não estar enferrujada e quer despachar os enterros o mais depressa possível. Mas é uma forma de não mostrar a sua fraqueza e o quanto esses momentos a afectam, já que, quando fica a acabar o serviço, acaba por verter uma lágrima e de ter algum medo de permanecer no cemitério sozinha.


É brusca e rude na maneira de falar, gostando de beber o seu copinho de aguardente para lhe dar coragem para enfrentar o dia-a-dia entre campas. É obcecada com limpezas, tal como por aquilo que se passa na sua rua. Todas as manhãs, está na varanda de casa, observando o que se passa cá em baixo e reclamando com quem estaciona em cima do passeio. É um pouco mística, muito respeitosa no que concerne aos assuntos da vida e da morte, embora não o demonstre. Acima de tudo, não quer dar provas de fraqueza.


Apesar deste feitio, é muito carinhosa com os sobrinhos, sendo talvez a mais cúmplice das três com Edgar e Clarinha. Sempre que vê um homem em tronco nu tem tremeliques.


Gosta dos bailes das viúvas, embora não tenha a mesma paciência das irmãs para se arranjar. Prefere o pós baile, em que pode dar vazão ao seu lado maníaco pela limpeza.


Edgar Muleta Negra Baldé – Sabri Lucas


É um rapaz bonito, mulato, com o corpo bem definido. Anda sempre impecavelmente vestido, de modo formal e clássico, mesmo quando não está em trabalho. Presidente da Junta de Freguesia local, foi eleito por ser o único candidato ao cargo. Teve quatro votos a seu favor e um contra. Diz que um dia ainda descobrirá quem votou contra si. É um político honesto, íntegro e trabalhador. Inteligente, usa uma linguagem algo pomposa e rebuscada.


Competente na sua função, é um verdadeiro desastre no que toca aos assuntos do coração. Raramente percebe quando uma rapariga gosta dele, tal como não se pode falar de doenças à sua frente, pois tem a mania que sofre de todas.


É o verdadeiro «Ai, Jesus!» das tias Muleta Negra, que foram apaixonadas pelo seu pai. Faz questão de marcar presença em todos os bailes das viúvas que se realizam em casa das tias, onde dança com senhoras solteiras, divorciadas, viúvas e mal casadas como um verdadeiro príncipe sempre com a maior das composturas e o maior cavalheirismo. No entanto, é suspeito de andar a vender o seu esperma a mulheres que não podem ter filhos, mas querem engravidar.


Clarinha Muleta Negra Baldé – Sara Santos


Bonita e cheia de vida, é um autêntico poço de sensualidade. Gosta de usar roupas garridas, que dêem nas vistas e chamem a atenção para o seu lado dançante. Obstinada em conseguir o que quer, raramente desiste de alguma coisa. Ao contrário do irmão que estudou e se dedicou com afinco ao trabalho, a música é a sua prioridade. Ajuda as tias no bar que têm na hospedaria familiar, onde tenta familiarizar os clientes com a sua música de eleição: o kizomba. Odeia os bailes das viúvas já que sonha transformar o grande salão numa danceteria de kizomba. Por causa dessas suas ideias, vive em atrito constante com as tias, das quais leva valentes raspanetes, aos quais liga pouco.


É apaixonada pelo pastor Ângelo, mas não tem nenhuma sorte, já que o rapaz só tem olhos para a Santinha da Luz.

Animada e cheia de energia, só vê o lado bom da vida e acha que os negócios das tias são altamente depressivos, nomeadamente o da agência funerária.


COELHO


Brígida Coelho – Carmen Santos / Sílvia Balancho


É uma mulher amarga e azeda. Tem origens humildes e, apesar duma vida de trabalho, não conseguiu singrar. Trabalhou muitos anos em casa dos Monforte, como governanta, apesar de ter sido apaixonada pelo velho Monforte, que preferiu a sua amiga Graça a ela própria. Apesar de ser amiga da antiga patroa até hoje, não perdoou nem a ela nem ao falecido o facto de ter sido preterida. É austera, seca e despachada. Mãe de Violante e Renato, não perdoa a Violante o facto de ter ido embora e de ter cortado relações com a família, embora tivesse ficado contente com o facto de Daniel ter trocado a sua filha para ficar com Eugénia. Aliás, tem uma adoração especial por esta, a quem criou desde bebé e a quem quer como uma filha. Em relação a Renato, sabe que o filho finge que não pode trabalhar, mas acaba por ser cúmplice. Aproveita-se da nora que se farta de trabalhar, a quem ainda destrata. Apesar de toda a sua austeridade, vai a todos os bailes das viúvas. No quesito religioso, é devota da Santinha da Luz.


Renato Coelho – Rodrigo Menezes


É um autêntico vigarista, convencido, de elevadíssima auto-estima, embora se faça de coitadinho. Anda sempre bem arranjado, para que as mulheres reparem nele, embora não seja infiel à mulher. No entanto aproveita-se dela. Tal como se aproveitou do facto de ter sofrido um acidente que o deixou coxo para nunca mais trabalhar. Sempre que vai ao médico, e por mais que este lhe diga que já está curado, dadas as suas lamúrias, acaba por receber mais uns meses de baixa.


Casado com Sara, vive em constante discussão com esta, que se mata a trabalhar para sustentar a família. Alega que não tem culpa de ter ficado aleijadinho e de não poder trabalhar. Tem um enorme ascendente sobre a filha, que considera a sua princesa e a quem, às escondidas, satisfaz todos os caprichos. Consegue manipular a criança e tê-la sempre do seu lado.

Está sempre pronto para qualquer coisa divertida, desde que não implique trabalho. É um oportunista nato, que gosta de se dar bem na vida sem o menor sacrifício.


Sara Trindade Coelho – Paula Lobo Antunes


É uma mulher bonita e elegante, embora toda essa beleza esteja escondida pelo cansaço que acumula de tanto trabalhar. Doce, meiga, bondosa, carinhosa e extremamente trabalhadora, é a “mula de carga” da família Coelho, já que sustenta a casa desde que o marido, Renato, sofreu um acidente e ficou coxo. Sabe que ele mente, que já está curado e está prestes a perder a paciência para aquele casamento e para as implicâncias da sogra. Só não avançou ainda para o divórcio porque sabe que perderia a filha, Dora, que é louca pelo pai. A sua vida sofreu um revés há catorze anos atrás, quando engravidou da filha. Na altura, era apaixonada por Celso e cortejada por Renato. Mas o primeiro decidiu partir em busca de aventura no dia em que ela queria ter uma conversa séria com ele, conversa essa que ficou por acontecer. Acabou por engravidar e casar com Renato, mas nunca esqueceu o que Celso lhe fez. Trabalha como empregada doméstica em casa dos Monforte, faz limpezas em casa das Irmãs Muleta Negra, trata das limpezas da Junta de Freguesia e ainda passa a ferro para fora. É uma mulher de armas, que se desdobra em mil trabalhos e que é estimada por toda a gente, sendo considerada um anjo de bondade.


Dora Trindade Coelho – Ana Marta Contente


Filha única de Renato e Sara, é uma rapariga linda, bastante vaidosa e que gosta de dar nas vistas. É a princesa do pai, a quem faz todo o tipo de exigências, que ele compensa com medo que a filha se afaste dele, caso a mulher queira a separação por causa das suas vigarices. Mas ela própria já é uma vigarista em ponto pequeno, que arma uma data de esquemas para conseguir algumas vantagens. Afinal, quem sai aos seus, não degenera. Finge que é uma estudante aplicada, mas os seus interesses são outros que não a escola.


TAVARES


Zé Tavares, «O LATINHAS» - José Eduardo / Bernardo Vaz


É um homem solitário, conformado com a vida que tem, mas não resignado com a sua sorte. Bondoso, faz tudo para ajudar os outros. Foi, durante quase toda a vida, pastor e, aproveitando o facto de ter essa profissão, foi atravessador de emigrantes clandestinos para Espanha. Hoje, vive da pequena reforma e, para conseguir mais algum dinheiro, faz objectos em lata, desde cântaros a pequenos funis, o que lhe valeu a alcunha de «Latinhas».


É pai de Daniel, com quem está de relações cortadas, desde o casamento do filho com Eugénia. Foi renegado pelo filho, que até mudou o seu sobrenome, o que lhe causa grande mágoa. Perdeu a filha também muito nova e ficou com dois netos para criar, Celso e Amélia. O rapaz emigrou há alguns anos e ficou só com Amélia, que pouco lhe liga. As suas distracções são os serões passados no bar da casa das irmãs Muleta Negra ou os bailes das viúvas em casa das mesmas. Mas é um autêntico pé de chumbo a dançar.


Sábio e autêntico contador de histórias, diz que escondeu uma coisa na fronteira dos tempos em que ainda fazia travessia de emigrantes e que não há-de morrer sem a recuperar. É uma coisa que pode mudar a sua vida. Mas não sabe onde tem o mapa com o sítio exacto onde essa coisa está escondida. As pessoas da terra, mais que habituadas a esta história, acham que é delírio de velho quase senil.


Celso Tavares Cardoso – Jorge Corrula


Bonito, de corpo definido e sorriso cativante, é generoso, dedicado às pessoas de quem gosta e faz as mulheres suspirar, embora evite grandes envolvimentos amorosos. Nasceu e cresceu em Mundão, mas nunca se conformou com as limitações do lugar. De espírito aventureiro, largou Sara, a sua namorada na altura, para ir conhecer mundo. Acabou por estabelecer-se em Salamanca. Trabalhou, amealhou dinheiro e acabou o curso de Medicina ao mesmo tempo do seu primo, Gonçalo, de quem é o melhor amigo. Mas decide ficar por Salamanca, até ao dia em que comete um erro médico e é despedido da clínica em que trabalha. Sem alternativa, resolve regressar a Portugal, para abrir um consultório em sociedade com Gonçalo, mas tem dificuldades em voltar ao exercício da profissão depois do erro que cometeu.


Amélia Tavares Cardoso – Marta Melro


Deslumbrante e sedutora, encanta os homens à sua passagem com o seu andar bamboleado. Mas eles que fiquem encantados, porque, depois de sofrer um desaire amoroso com o seu primo, Fernando, jurou que mais nenhum homem daquela região lhe havia de tocar. Sente-se sufocada pela interioridade e quer sair dali, mas apenas casada e com um forasteiro. Por isso, seduz tudo o que seja homem de fora que por ali passa, na esperança de que algum a leve. É ingénua, sonhadora e facilmente manipulável. No entanto, sempre que se cruza com Fernando, é dura e fria, embora saiba que o seu coração ainda bate por ele.

Vive com o avô Zé e trabalha no bar de Hortense, onde conhece a maior parte dos homens com quem se deita na cama e que não ama.

"Remédio Santo": a história


Falta menos de uma semana para a grande estreia da novela que promete por os portugueses a rir. Conheça, agora, a história de Remédio Santo:


Há trinta anos, Violante (Margarida Marinho) estava de casamento marcado com o ambicioso Daniel (Almeno Gonçalves), inconformado com a pobre vida que tinha. Sequioso de ascensão social, Daniel não hesitou em trocar a namorada pobre e que esperava um filho seu, pela milionária Eugénia Monforte (Sílvia Rizzo). Eugénia e Violante eram amigas e a traição aconteceu da pior maneira possível. No dia do casamento, Daniel fugiu com Eugénia, deixando Violante no altar.

Trinta anos depois, Violante vê-se obrigada a regressar de Espanha – para onde foi viver e onde casou por conveniência – para Portugal. Nesse regresso, mata acidentalmente o marido, descobrindo posteriormente que este lhe escondera um filho bastardo durante toda a vida. Sentindo-se enganada, Violante entra em guerra aberta com Armando Ferreira (Adriano Luz), o filho bastardo do marido, com quem tem que disputar a herança do falecido, ao mesmo tempo que reencontra Daniel, o homem que mais a fizera sofrer.


Na origem desta reviravolta total da vida de Violante, está a sua filha Helena (Rita Pereira), cuja rebeldia e inconsequência não têm limites. Helena está envolvida com Gonçalo Monforte (João Catarré), um dos filhos do antigo namorado da mãe. Tal como o pai fizera no passado, Gonçalo abandona Helena e esta, enlouquecida de amor, inventa que está grávida e vem atrás dele para Portugal, para o obrigar a ficar com ela. Mas Gonçalo não a ama, nem quer saber dela. O seu coração vai pertencer a Aurora (Sara Barradas), sem saber que esta é uma mulher proibida para ele e para todos os homens, pois foi erigida à condição de santa praticamente desde o seu nascimento. Gonçalo e Aurora terão sempre Helena entre eles, disposta a fazer a vida negra a quem se atravessar no seu caminho para impedir o seu casamento com o rapaz.


Em Viseu e na aldeia de Mundão, circulam tipos pitorescos com quem as duas “espanholas” se vão cruzar: Hortense (Sofia Alves), conhecida como “Viúva Branca”, por já ter despachado três maridos, mas ter esperança no quarto; Evangelina (Patrícia Tavares), uma aristocrata falida, que recorre a uma série de disfarces para ganhar dinheiro; as irmãs Muleta Negra – Maria Polícia (Rita Loureiro), Maria Coveira (Anabela Brígida) e Maria dos Caixões (Julie Seargent) – sempre a lidarem com a vida e com a morte, desde a agência funerária Conforto Eterno até aos bailes das viúvas, divorciadas, solteiras e mal casadas que organizam em sua casa; ao falso coxo Renato (Rodrigo Menezes), o maior “pintas” da região, que se aproveita duma suposta deficiência para viver à custa da mulher, Sara (Paula Lobo Antunes), que se mata a trabalhar em prol da família; o pastor Ângelo (Pedro Carvalho), cuja flauta tem poderes mágicos, provocando boas sensações em quem a ouve; até a uma figura misteriosa, vestida de preto, encapuzada e munida de um cajado, que atravessa o rio durante a noite numa jangada, deixando cartas à porta de pessoas a avisá-las que morrerão no dia seguinte, mortes essas que se concretizam.


Amor, romance, humor, fantasia, ódios, traições e invejas, santos e demónios, misturam-se num ambiente místico e quase mágico, em que cada um procura um remédio santo para todos os seus males. Basta apenas descobri-lo… A não perder, segunda-feira, dia 16 de Maio, Remédio Santo, na TVI!

Esta noite...


... o mundo das Séries está de regresso ao Televisão-Opinião.
A Marta Miranda conta-lhe tudo, às 21:00!

É oficial: "Remédio Santo" estreia segunda-feira



É já no início da próxima semana que a nova trama de António Barreira estreia nos ecrãs de Queluz de Baixo.


Com a cidade de Viseu como pano de fundo, trazendo ainda até nós algumas imagens de Salamanca, Remédio Santo promete animar a vida dos portugueses e conta com elenco bastante luxoso, encabeçado por Margarida Marinho, Rita Pereira, Almeno Gonçalves, Sílvia Rizzo e Adriano Luz, entre muitos outros actores de renome.


As promos já passam e a confirmação é oficial: Remédio Santo estreia dia 16 de Maio!

Fala-se! 10/05/2011


Boa Tarde, nesta tarde de terça-feira dia 10 de Maio, Fala-se de...

Sara Barradas e José Raposo apaixonados

Sara Barradas e José Raposo

É um cliché, mas é verdade. O amor não tem idade. A comprová-lo estão José Raposo de 48 anos e Sara Barradas de 20, que surpreenderam tudo e todos ao assumirem estar apaixonados. A relação tem menos de dois meses, mas o casal já faz planos para o futuro. Segundo uma publicação semanal, os dois já têm data de casamento marcada para 3 de Setembro!

Curiosamente, esta relação parece ter começado precisamente pela grande admiração profissional que Sara Barradas sentia pelo agora, namorado.

Não muito feliz com a situação está o pai de Sara Barradas, que ainda assim brinca (desvalorizando a situação diria) dizendo que até ele é mais novo do que José Raposo (tendo menos 8 anos). António Barradas adianta ainda à VIP que "o importante é que a Sara seja feliz".


Mafalda Pinto

Feliz e com um sorriso nos lábios. É assim que vive Mafalda Pinto, no Rio de Janeiro, para onde viajou depois de ter terminado o romance com Rogério Samora, com quem ia casar (não, não estamos a falar do exemplo anterior de Sara e José Raposo...). A actriz quebra o silêncio e revela à VIP desta semana os motivos que a terão levado a atravessar o Atlântico.

No Brasil, tem aproveitado para estudar e para abraçar alguns projectos profissionais: esta gravar Guia de Sobrevivência Urbana, uma série que apresenta em parceria com dois outros actores. O regresso a Portugal ainda não está agendado, tudo depende dos convites profissionais que surjam.

Em relação a Rogério Samora, a actriz apenas diz que nunca falou da sua relação com o actor e não é agora, depois de terminada, que o fará. Adianta que a sua viagem para o Brasil estava planeada e tudo aconteceu, conforme o que estava programado.

Quiosque: VIP

Revista de Imprensa 10/05/2011

Terça-Feira, 10 de Maio, vejamos o que nos diz a Revista de Imprensa!

Catarina Furtado já prepara o novo programa


As gravações de Quem Tramou Peter Pan? estão a chegar ao fim e a apresentadora da RTP já se prepara para o novo projecto que a espera. Assim adianta a Nova Gente desta semana que explica que uma tarde destas Catarina Furtado esteve a almoçar com Guilherme Costa, presidente do Conselho de Administração do canal público, na zona de Belém, e os dois revelaram-se bem-dispostos e muito conversadores durante todo o encontro. Estiveram à mesa cerca de três horas e meia e, provavelmente, o tema de conversa terá sido o novo programa pelo qual, a apresentadora dará a cara a partir de Setembro.

A Voz de Portugal (adaptado do original holandês The Voice of Holland que tem sido um sucesso em vários países) é mais um caça-talentos, muito ao estilo de Operação Triunfo ou Ídolos. Este formato foi um dos que mais captou a atenção e interesse dos responsáveis da RTP na mais recente edição da MIPCOM, em Cannes, e terá como objectivo descobrir mais um grande talento na área da música em Portugal.

A grande diferença de A Voz de Portugal em relação aos outros programas é que o júri (composto por quatro elementos, todos eles ligados à área da música) estará de costas voltadas para o palco, fazendo com que, numa primeira fase, seja apenas avaliado o talento vocal de cada participante, e não a aparência física. Ainda de acordo com o original holandês, que a RTP deverá seguir, serão depois os próprios jurados que darão formação aos concorrentes.

Redenção é a nova aposta da TVI


António Capelo, Melânia Gomes, Martinho Silva, Carla Andrino, Miguel Guilherme, Sónia Brazão, são alguns dos nomes de peso da nova aposta em mini-séries da TVI, que se designará Redenção.

A história é, no mínimo, original: um homem sem qualquer espécie de escrúpulos interpretado por António Capelo, descobre que tem Alzheimer e, a fim de evitar o sofrimento, tenta suicidar-se, mas é impedido por um anjo, a quem Miguel Guilherme dá vida. Este só deixará o homem pôr termo à vida com uma condição: resolver todos os assuntos inacabados e, ao mesmo tempo, compensar todos aqueles que magoou ao longo dos seus dias. 

Este é o ponto de partida para a nova mini-série da TVI, cujo ambiente entre a equipa é muito bom, conta Melânia Gomes: 

Já estamos a gravar a "Redenção" e está a ser muito bom. Gravamos tudo em exteriores, com material fantástico, com muito cuidado e tempo! É como estar a fazer cinema! As imagens estão a ficar maravilhosas, vão gostar.
Temos uma equipa fantástica, um elenco de luxo e uma história que vai agarrar as pessoas! Promete! 


CITAÇÃO DO DIA

"Houve momentos que custaram muito e cheguei a pensar desistir."
Cláudia Jacques 



NÚMERO DO DIA

41,5%

Foi este o share alcançado pelo novo programa das noites de domingo, Perdidos na Tribo, que alcançou o primeiro lugar dos programas mais visto, ultrapassando Peso Pesado, com uma média de audiência de mais de 1 milhão e 500 mil espectadores.


Quiosque: Nova Gente, VIP

Fecho


Fechamos esta segunda-feira com a habitual crónica de Joel Neto, retirada do Diário de Notícias.

Excluíram a alcatra?

Nascido e criado na ilha Terceira, constatei com pesar a exclusão da alcatra terceirense da última etapa do concurso das 7 Maravilhas Gastronómicas (cuja final está marcada para Setembro, em Santarém, com transmissão na RTP).

Não tive mais pena, no entanto, do que um beirão, um alentejano ou um almeirinense tiveram ao verem excluídos os maranhos, as migas à alentejana ou as favas com chouriço. E, de qualquer maneira, o que me separa da profusão deste tipo de concursos não tem a ver propriamente com preferências pessoais.

Disse "da profusão destes concursos" e disse bem. Porque uma coisa foi a chamada Gala das 7 Maravilhas, eleição e entrega de prémios final, incluindo a viagem por alguns dos principais monumentos portugueses e, naturalmente, pela história de Portugal também; e outra é a transformação das "7 maravilhas" numa marca que continuemos a reaplicar ad aeternum, o que por um lado se revelará televisivamente insuportável e por outro acabará por fixar um cânone imediatista e tonto para cada pequeno sector da nossa vida pública.

O que me separa da profusão desde tipo de concursos, pois, não é aquilo que a própria organização gostaria que me separasse: o meu (e o nosso) protesto pela exclusão deste ou daquele prato - da alcatra terceirense, ou do bitoque de Vila Velha de Ródão -, a ver se a polémica traz lastro ao negócio.

O que me separa dela é o justificado receio de que, em breve, estejamos a eleger as 7 Maravilhas do Artesanato Português, as 7 Maravilhas da Enologia Ribatejana ou as 7 Mais Maravilhosas Maneiras de Dançar o Vira do Minho, para citar apenas as hipóteses mais prováveis.
 
E a criatividade - por onde andará ela?

9 de maio de 2011

Frente a Frente





Muito boa noite. O "Frente a Frente" está de volta com um novo duelo! Nesta segunda-feira confrontamos dois actores que dão que falar na ficção nacional por representarem personagens que prejudicam os "bons da história". Vilões? Às vezes, pois no final, todos os papéis na representação implicam sempre ter um coração!
Vote na opinião mais forte!


É conhecido pela sua boa disposição e por ser um “eterno jovem”. Para além de apresentador, é também actor e hoje é um dos profissionais de ficção com um curriculum mais recheado na nossa televisão.
Desde o início da sua carreira que Pedro Granger tem vindo a dar vida a personagens maioritariamente ligados ao lado bom da vida, heróis, “coitadinhos”, pessoas de bem. No entanto, a prova de que é um actor versátil está no seu mais recente trabalho.
Em Sedução, o actor é aquilo a que se pode chamar uma autêntica “peste”, alguém sem carácter, um filho que parece detestar a sua própria mãe e que só que faz as coisas em proveito próprio.
O Tiago da trama de Rui Vilhena é, na minha opinião, o pior vilão que há, neste momento, na televisão portuguesa. Podia juntar-se à Diana de Laços de Sangue e fariam, certamente, um casal maravilhoso.
Quem, como eu, é completamente viciado em Sedução, não suporta as atitudes do filho de Alice e já por diversas vezes tive vontade de lhe bater, de lhe dizer “poucas e boas”. Por tudo isto, Pedro Granger está, claramente, de parabéns, afinal de contas conseguiu construir um verdadeiro “mau da fita”. Pior ainda do que a sua tia Júlia, que consegue, dentro do género, não ser tão mal, quanto o sobrinho.
E a prova de que é um actor bastante versátil e pronto a agarrar qualquer desafio é dada diariamente, no late-night da TVI. É que, embora Sedução tenha sido muito mal tratada pelos responsáveis de Queluz de Baixo, este é mais uma das excelentes prestações da história de Rui Vilhena. E este Tiago vai ficar para a história da ficção em Portugal.




Tem um vasto currículo na representação, que comporta séries, novelas, e até a filmes portugueses. Com um nome sonante na ficção portuguesa, Pepê Rapazote é um dos actores do elenco de "Laços de Sangue", produção transmitida pela estação de Carnaxide. Na pele de "Luís Barros", o marido de Mafalda Vilhena dá vida a um designer ambicioso, manipulador, capaz de qualquer coisa para atingir os seus objectivos.
Depois de ter sido um "Pai à Força", Pepê Rapazote tornou-se num homem com uma personalidade totalmente diferente. De um chefe de família dedicado, passou a um ser irritado com o sucesso dos que o rodeavam, tornando-se mesmo num vilão secundário de "Laços de Sangue". Para mim, uma boa aposta do terceiro canal para o elenco da novela da SIC. Sem dúvida. Apesar de abandonar a novela nos próximos capítulos, Pêpe Rapazote voltou a fazer um bom trabalho na produção da estação de Carnaxide, tal como havia demonstrado em "Jura" e "Perfeito Coração".



De facto, este é dos poucos actores portugueses que se pode gabar de ter desempenhado os mais variados papéis, nos três canais generalistas. Em "Cidade Despeda", em "Vila Faia" ou "Liberdade 21", Pepê Rapazote não tem desiludido, provando que consegue vestir uma personagem com as mais diversas características num curto espaço de tempo. Apesar de, à excepção de "Pai à Força", não costumar ser o protagonista de um projecto de ficção, não é por isso que no núcleo secundário de uma história não ganhe protagonismo. Em "Laços de Sangue", existiram momentos-chave para "Luís", contudo, e com o desenrolar da novela, as atenções deslocaram-se para outros personagens.



O marido de Mafalda Vilhena está de parabéns, por continuar a ser aposta dos canais de televisão portugueses, o que apenas vem comprovar o seu enorme talento. Da minha parte, é dos meus actores preferidos, considerando por isso que "Laços de Sangue" foi apenas mais um projecto para solidificar a sua carreira.
Parabéns Pepê!

TVI segura Bárbara Norton de Matos


Depois das renovações dos contratos de Pedro Teixeira ou Margarida Marinho, surge agora a notícia de que há mais uma actriz que prolongou o seu vínculo com a televisão de Queluz de Baixo.

De acordo com a edição desta semana da Nova Gente, Bárbara Norton de Matos, que recentemente terminou de gravar Sedução, renovou recentemente o seu contrato de exclusividade com a TVI.

É a própria quem o garante: “Assinei por mais três anos com a TVI, estou de férias até à próxima novela e, de imediato, vou viajar com a Luz para fora”, confessou a actriz.

Fica assim gorada uma possível mudança de Bárbara Norton de Matos para a concorrência. A avaliar pelas suas palavras, é de esperar que integre o elenco de Violeta, de Tozé Martinho, com que trabalhou no início da sua carreira, em Amanhecer.

Quiosque: Nova Gente

Esta noite...


... O Frente a Frente está de regresso ao Televisão - Opinião! Não perca mais um duelo televisivo! Às 21:00, O vencedor está nas suas mãos!

"Prós e Contras" regressa hoje à RTP


Depois de um período de ausência, o programa de debate apresentado por Fátima Campos Ferreira está de volta à antena da televisão pública.

E para esta emissão, os dois grandes convidados serão Pedro Silva Pereira e Eduardo Catroga, que irão discutir o acordo com a “Troika”, no primeiro frente a frente televisivo depois da oficialização.


Os dois principais negociadores, cara-a-cara, diferentes lados, unidos pelo mesmo caminho, em defesa do futuro do país, pode ler-se no site da RTP.

No debate participam ainda, na plateia, personalidades de diversos ângulos da sociedade portuguesa e em directo de Luanda vai estar António Pires de Lima.


A não perder, hoje à noite, pelas 22h41, na RTP, com Fátima Campos Ferreira.

Fala-se 09/05/2011


Boa tarde e bem-vindo ao Fala-se desta segunda-feira!


João Maria Prates

A personagem Marco da novela Laços de Sangue tem trazido alguns contratempos ao actor João Maria Prates. A sua última namorada terminou a relação com ele devido aos ciúmes que surgiram depois das cenas em que o jovem actor se envolvia com uma outra rapariga na novela.

“Acabámos porque ela tinha ciúmes da Carlota”, admitiu João, acrescentando que com os seus pais não houve qualquer tipo de complicação face a estas cenas da novela onde Marco tenta iniciar a sua vida sexual. “Eles sabem que eu sou assim. Já sabem que sou mais velho e que já posso fazer isso”, afirmou.


Paula Neves

O final das gravações de Sedução ainda não trouxe à actriz as tão ambicionadas férias. Mas Paula Neves já tem destino escolhido há muito tempo. Em Julho a actriz e o marido irão rumar até Punta Cana: “Devo ficar livre a partir de Julho. Vou fazer um compasso de espera para poder ir com o Ricardo”, afirmou.
Quiosque: Notícias TV

"Perdidos na Tribo" 1 - "Peso Pesado" 0


A estreia do novo reality-show correu bastante bem à televisão de Queluz de Baixo,uma vez que este se posicionou no primeiro lugar da tabela de audiências, com 16.1% de rating e 41.5% de quota de mercado média, o que equivale a cerca de 1.600.000 telespectadores.


Já a primeira expulsão de Peso Pesado ficou-se pelo segundo lugar da tabela com 14% de audiência média e 35.2% de share.


Quanto ao primeiro episódio de Último a Sair conseguiu uns modestos 7.2% de rating e 17.9% de share, o que lhe confere o décimo segundo lugar dos mais vistos do dia.


No compute geral, a TVI venceu, com 28.8% de quota de mercado média, contra 27% da SIC, 22.9% do universo Cabo e IPTV e 17.1% da RTP.

"Diário da Manhã" tem nova dupla de apresentadores



Afinal não é só no recente Jornal das 8 que a TVI tem uma dupla na apresentação. Estreou hoje o reformulado bloco noticioso matinal e, tal como se pôde ver, voltou a ser conduzido por dois jornalistas.


Para já, a escolha recaiu em Patrícia Matos, que desde os últimos meses de 2010 estava à frente do Diário da Manhã e em Frederico Mendes de Oliveira, que transita, assim, do TVI 24.


Recorde-se que desde há cerca de três anos que este bloco noticioso não era apresentado por uma dupla.

A partir das seis e trinta da manhã, de segunda a sexta-feira, na TVI, Diário da Manhã!

Revista de Imprensa 09/05/2011



 Segunda-feira, 9 de Maio. A primeira Revista de Imprensa da semana!


Café Central estreia hoje à noite


Estreia esta noite na RTP2 uma série de humor, no mínimo, inovadora. Café Central junta, diariamente, à mesa do café seis desenhos animados bastante carismáticos que irão discutir, em cada edição do programa, os principais assuntos que marcaram o dia. Em directo e sem rede, no horário até agora ocupado pelo programa 5 Para a Meia-Noite.

Jorge Wemans, director de programas da RTP2, garante fins de noite diferentes e inovadores na emissão do canal 2: “É uma série com muito humor e com personagens nas quais de alguma forma todos nos reconhecemos”, conta. Já o produtor do programa, Henrique Oliveira, afirma que um dos segredos desta nova aposta reside na tecnologia que permite animar as personagens em tempo real: "A capacidade para produzir o programa no dia, animar os bonecos em tempo real, é uma das mais-valias de Café Central"

A estreia é mais logo, à meia-noite e meia.

 
Homens da Luta prometem "fazer história" amanhã!


É já amanhã que os Homens da Luta sobem ao palco do Espirit Arena, em Düsseldorf, para representar as cores nacionais no 47º Festival Eurovisão da Canção.

Na véspera da actuação portuguesa na 1ª semi-final do concurso, o vocalista, Jel, não se mostra muito preocupado com o possível resultado de Portugal mas garante que os Homens da Luta, esses, vão marcar de forma indelével o evento deste ano: “O resultado é aquele que for. Não sei se Portugal vai fazer história, sei é que os Homens da Luta sim, vão fazê-la”, afirma.

A verdade, é que nas últimas semanas a comitiva portuguesa tem-se destacado de entre todos os participantes que se encontram em Düsseldorf. Jel e companhia têm marcado pela irreverência começando, desde logo, por cantar as mais variadas músicas de intervenção em plena conferência de imprensa. Episódios testemunhados também por Sílvia Alberto: “Os Homens da Luta são muito expressivos e não passam despercebidos. O seu maior trunfo é misturarem-se com as pessoas, independentemente de quem seja. Já houve alguns alemães que lhes desejaram boa sorte e disseram que iam votar neles”, conta a apresentadora que também amanhã irá fazer a locução da emissão em directo da RTP1 as partir das 20:00.




CITAÇÃO DO DIA
"Se o público não gosta e não vê um produto é porque fizemos algo de errado. Temos de estar atentos às audiências"
Maria João Mira, autora de Anjo Meu



NÚMERO DO DIA
26,9
Este foi o resultado, em share, da segunda edição do Jornal das 8 da TVI, que foi para o ar no passado Sábado. Ao segundo dia de emissão, o novo informativo de José Alberto Carvalho e Judite Sousa ainda não conseguiu atingir a liderança no horário.


Quiosque: Notícias TV, Diário de Notícias


Fecho


Em fecho, hoje, a habitual crónica de Joel Neto retirada do Diário de Notícias.

O fim da paciência

1. Se dúvidas ainda persistiam de que o modelo do reality show vive o seu estertor de morte, eis aí as queixas dos "famosos" da TVI quanto à forma como foram recebidos e tratados na selva, ao longo das gravações dos três segmentos do programa Perdidos na Tribo. Realidade, ainda vá. Tribos, tudo bem. Perdidos, pronto. Agora, não ser "uma coisa agradável", como havia sido "prometido aos famosos", é que não. Uma pessoa ir para uma tribo recôndita e não levar uma rulotezinha de Hollywood é uma verdadeira falta de respeito. Não chega já disto tudo, de reality shows e de "famosos" e da mais acéfala fase da história da televisão?

2.O problema não é da Entidade Reguladora, que neste caso se limitou a tentar forçar o cumprimento da lei. O problema é da lei mesmo. Obrigar uma estação pública de televisão a ter debates com representantes de todas as forças partidárias é, mais do que legítimo, lógico. Impor a mesma obrigação a estações privadas não é apenas ilógico, como ilegítimo - e, aliás, ridículo. Por uma questão de princípio e por uma questão pragmática. Com a profusão de novos partidos e forças políticas com aspirações a tornarem-se partidos, o mínimo que a lei deveria fazer, em persistindo este nosso habitual "superestado", era traçar algures (algures num ponto razoável, isto é) uma linha delimitadora do objecto das obrigações dos canais. Isto num contexto de pragmatismo. Num contexto de princípios? Simplesmente não haver qualquer obrigação do género no que diz respeito às privadas - nem das estações para com os partidos nem destes para com elas. Pois estão aí os debates - e a sua simples marcação, como de costume, foi polémica. O que pensará disto a troika?