23 de abril de 2011

Fecho





Boa noite. O Fecho de hoje incluí uma crónica da autoria de Joel Neto, retirada do Diário de Notícias.


Avanços e recuos




1. Ainda não se conhece o seu conteúdo, mas já está mais do que determinado que marcará a actualidade. O Último a Sair (RTP) não será, aparentemente, um reality show, mas ganhou fama disso - e a simples fama chegou para que o Correio da Manhã fosse ouvir representantes dos vários partidos sobre a sua legitimidade e para que (e isto é que é importante) estes se pronunciassem sobre ele, em vários casos condenando-o à partida. Pergunto-me se fará sentido a programação de uma grande estação de televisão, qualquer que ela seja, estar sujeita a este tipo de escrutínio. Pergunto--me e respondo-me: não faz. Mas será possível que sequer consideremos não acabar com isto, reduzindo a dimensão da estação pública ao essencial?

2. Luís Marques diz que é do "formato", mas naturalmente não é: é do "tom". O programa que Manuela Moura Guedes estava para protagonizar na SIC, A Rede Social, foi adiado sine die, por via da "conjuntura política". Traduzindo: estando o País como está, colocar um rottweiler (é a própria jornalista quem gosta de ser intitulada assim) no encalço dos bombeiros de serviço, sejam eles quem forem, seria uma loucura. O que a SIC demonstra, com esta decisão, é responsabilidade, até patriotismo. Não estamos em altura de o rejeitar.

3. A duas semanas do arranque, está já disseminada pelos jornais e pelas revistas a folia de Perdidos na Tribo, com José Castelo Branco a maquilhar indígenas namibianos. Nem preciso dizer, suponho, o que acho do programa, mesmo antes de ver uma só emissão: acho-o acéfalo, mesmo imbecil, como acho quase todos os reality show (e em especial os deste segmento). Mas, que Castelo Branco tem valor televisivo, isso tem.

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