24 de abril de 2010

Fecho

Boa noite. O Fecho de hoje incluí mais um crónica da autoria de Joel Neto, retirado do Diário de Notícias. Às 21:00, não perca mais uma edição da Audimetria Semanal.
Depois logo se vê

Sou da opinião, já aqui o disse, de que a RTP deve ser parcialmente privatizada - e por isso saúdo o surgimento de novo candidato a primeiro-ministro disposto a colocar o tema na agenda. Embora tenha diminuído a dívida em 2009, a estação pública permanece com um défice muito superior à soma dos défices da TVI e da SIC. Apesar disso, os portugueses continuam a injectar nela milhões e milhões de euros por ano. E, apesar disto, o canal 1 continua a operar quase livremente no mercado publicitário, vampirizando um investimento que devia reverter apenas para aqueles que não dispõem de financiamento público. Se esta concorrência é leal, então não sei o que é concorrência desleal.


O que me separa de Passos Coelho é talvez ser açoriano e saber, por experiência, que o serviço público é um conceito legítimo e necessário. Nos Açores, a televisão regional foi tão essencial para evidenciar uma identidade comum às várias ilhas como, em consequência, para solidificar uma autonomia política. Da mesma forma, a existência da televisão pública nacional permite corrigir assimetrias, garantir serviços mínimos aos mais carenciados e, de resto, veicular importante informação institucional. Em minha opinião, a RTP2 deve continuar pública; a RTPN deve ser fundida nela; a RTP Memória não faz sentido; só deve existir um canal internacional; urge serem relançados os canais regionais da Madeira e dos Açores (este segundo em estertor de morte); e a RTP1, sim, deve ser privatizada.


O problema é que nada disto vai acontecer nesta geração - e que Pedro Passos Coelho, se um dia chegar ao poder, mudará de opinião (primeiro ligeiramente, depois em definitivo). Vai uma aposta?

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