23 de abril de 2010

Fecho

Boa noite. O Fecho de hoje incluí uma crónica da autoria de Nuno Azinheira, retirada do Diário de Notícias.

A flor na lapela

A informação internacional é em Portugal, nos canais generalistas, o parente pobre. Com a crescente importância dos assuntos económicos, sensíveis nos bolsos dos portugueses, o Internacional limita-se hoje a ser uma flor na lapela do jornalismo. Tal como, de resto, acontece na imprensa escrita: só tem destaque de capa ou só abre um telejornal se, das duas uma, ou tem ligação directa a Portugal (caso do vulcão islandês que fechou o espaço aéreo europeu) ou é uma grande catástrofe humanitária (o sismo no Haiti é o exemplo mais recente).

Independentemente das razões que levaram a esta situação e das consequências históricas e culturais que ela provoca na ignorância global dos portugueses, é este o cenário em que vivemos. E, por isso, não deixei de aplaudir na quarta-feira a rubrica Histórias do Mundo que a SIC tem semanalmente no seu Jornal da Noite. O espaço, que não tem mais de dez minutos, é apresentado, e bem, por Augusto Madureira, que introduz e contextualiza duas a três pequenas reportagens. Esta semana, achei interessante a história sobre "o país mais feliz do mundo", a Dinamarca, apesar de uma linguagem excessivamente simplista (como se aquele país nórdico, sem dúvida um modelo de de-senvolvimento civilizacional, fosse um oásis sem defeitos).

Vistas as audiências no dia seguinte, a surpresa: nesses minutos, a SIC liderou o consumo televisi- vo em Portugal. É verdade que a TVI estava em intervalo, mas provavelmente, a ideia de que o que é Internacional não interessa é capaz de ser uma ilusão. As pessoas gostam é de boas histórias..

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