10 de outubro de 2010

O Melhor & Pior da Semana

Melhor da Semana RTP1
Depois de uma queda ao longo do Verão, o concurso apresentado por Fernando Mendes volta a fazer resultados que o fazem liderar o horário das 19h e bater os "Morangos com Açúcar" na TVI. É conhecida a eterna discussão, de "Preço Certo" ser ou não, neste momento, serviço público prestado pela RTP1. Mas isto também nos leva a outra questão, o que será realmente o serviço público? Aquilo que os intelectuais querem que seja, ou aquilo que o povo quer ver? A verdade é que o programa esteve bem perto dos 30% de share ao longo da semana e com uma subida em comparação com o que se passou no Verão.

2 comentários:

Miguel disse...

"Mas isto também nos leva a outra questão, o que será realmente o serviço público? Aquilo que os intelectuais querem que seja, ou aquilo que o povo quer ver?"

Andrew, não é essa a questão que se deve fazer. A televisão estatal não é nem do povo nem dos intelectuais (que também são povo...). O programa "Festa das Vindimas" é serviço público, "Linha da Frente" é serviço público, etc. O "Preço Certo" não é serviço público, pois não fortalece a cultura portuguesa.

E todos os programas têm de ter o fundamento cultural? Não, mas na RTP sim, pois é precisamente para isso que ela existe.

A RTP de hoje é uma tv tão comercial como a SIC e a TVI.

Só que pronto, de vez em quando, aparece lá um "Prós e Contras" (mais "Prós e Prós", mas pronto) apenas para atirar areia para os olhos dos críticos.

Quando a RTP for privatizada (espero que rapidamente(!)), aí sim, tem todo o direito de ter um concurso como o "Preço Certo".

Abraço e bom trabalho ;)

André Santos disse...

Basta ver as coisas desta forma. Serviço Publico é um serviço prestado é um serviço que serve de alguma forma para cultivar a mente dos telespectadores, no caso da televisão.
O que as televisões fazem é "serviço ao público", querem lucrar, apostam em programas que consigam chamar muita audiência para assim retirarem mais lucros dos spots publicitários. É disto que a camada intelectual se queixa, da comercialização dos média, que supostamente deveriam ser fontes de serviço público, fontes de informação e não uma empresa como tantas outras. mas bem, bem-vindos ao século XXI.