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Bom Dia, está em linha a rubrica matinal do seu Televisão-Opinião.
A Revista de Imprensa de hoje traz-lhe novidades da gestão da TVI e do mais recente premiado programa da RTPN.
José Eduardo Moniz de regresso?
Parece que o regresso de José Eduardo Moniz à TVI está cada vez mais eminente. A Prisa chegou a acordo com a Ongoing para a venda de 35% da Media Capital, grupo de comunicação social cuja referência é precisamente o canal de Queluz de Baixo.
“A Prisa e a Ongoing Strategy Investments alcançaram um acordo para o desenvolvimento de operações comerciais e de conteúdos. Mediante este acordo, pendente das autorizações reguladoras e administrativas oportunas, a Ongoing adquire 35% da Media Capital, o grupo líder de comunicação português, controlado pela PRISA. A empresa Media Capital foi avaliada em 450 milhões de euros”, anunciou o grupo espanhol.
A Media Capital, o grupo líder de comunicações em Portugal, que detém também o Rádio Clube Português, foi avaliada em 450 milhões de euros.
A Ongoing detém ainda uma participação de 23,5 por cento na Impresa, da qual faz parte a SIC.
"Pontapé de Saída" distinguido
O programa desportivo da RTPN foi distinguido pela Associação de Jornalistas de Desporto.
"Pontapé de Saída" é emitido desde 2006, sendo transmitido em directo à quinta-feira, a partir das 23 horas e repete à sexta-feira às 13h e à 1 hora. Tem também transmissão na RTP Internacional e RTP África.
Na entrega do prémio, António Florêncio, presidente do CNID, referiu que este formato é "uma lufada de ar fresco, um espaço onde se fala pouco de árbitros e muito de futebol". Quem recebeu o prémio foi Manuel Fernandes Silva, o apresentador. O jornalista falou à imprensa sobre a simbologia do galardão: "É um reconhecimento pelo trabalho de toda a equipa que faz que com que o programa seja um sucesso", conta. "E o melhor reconhecimento foi sermos distinguidos pelos nossos pares, ou seja, por jornalistas da área do desporto. É também um incentivo para continuarmos com o nosso trabalho".
Fontes: Correio da Manhã, Diário de Notícias, Jornal de Notícias
Já passam na SIC as promos oficiais da nova telenovela da SIC. Protagonizada por Sandra Barata Bello e por Ricardo Pereira, a trama chama-se "Perfeito Coração". O genérico será a música "Gaivota", dos "Amália Hoje".
O grande enigma será o horário da aposta. Irá para o lugar do cada vez pior "Nós Por Cá"? Ou ocupará o lugar de "Salve-se Quem Puder"? Aceitam-se apostas.
Boa noite. Seja bem-vindo à segunda edição do Frente a Frente. A partir de hoje esta rubrica passa a centrar-se apenas na defesa de um programa e não em referir também os seus contras.O duelo desta noite é entre as novelas nacionais e brasileiras. Vote na sua opinião preferida.
A aventura das novelas do Brasil já começou há muito. Em Portugal, a RTP1 foi a sua pioneira ("Gabriela, Cravo e Canela" e "Escrava Isaura", por exemplo) , mas foi na SIC que elas tiveram o devido protagonismo. No início de vida da estação de Carnaxide, as novelas brasileiras muito contribuíram para o seu crescimento.Os seus resultados puseram a SIC na ribalta, tendo ajudado o canal a atingir shares próximos dos 50%.
As novelas brasileiras foram um marco da história televisiva em Portugal. Milhões e milhões de pessoas até há bem pouco tempo acompanhavam em massa as produções da terra de Vera Cruz. No entanto, nos últimos anos, temos assistido no nosso país a uma quebra de audiências nas novelas de origem brasileira.Com o crescimento a olhos vistos da produção nacional, tornou-se visível a mudança de hábitos dos portugueses. A maior parte do público deslocou-se para a TVI, onde assistiu e continua a assistir a verdadeiros fenómenos de audiência.
No entanto, nunca é de desprezar a qualidade das novelas brasileiras. Acompanhei várias que me marcaram. "A Torre de Babel", "Terra Nostra", "Malhação", "New Wave" e "Laços de Família" foram algumas delas. Mas mais recentemente, também acompanhei "Páginas da Vida", "Cobras & Lagartos", "Paraíso Tropical" e "Beleza Pura". No meu ver, a qualidade das novelas brasileiras é nata. As histórias de vida que nelas são retratadas, os personagens que nos ficam na cabeça, algumas expressões que não esquecemos, as paisagens maravilhosas que são mostradas, são elementos de enorme prestígio das produções do Brasil. No entanto, o facto de se estar constantemente a lançar novas novelas, muitas delas com argumentos parecidos, leva a que as pessoas não fiquem a elas tão agarradas.
Isto acontece em Portugal, mas também no Brasil. Apesar da Globo ser a líder de audiências nas terras de Vera Cruz, já viveu melhores dias. Por isso tenho esta opinião: às vezes para se ter qualidade, é preciso não existir tanta quantidade. As novelas brasileiras vão ser sempre um marco de televisão, mas pelo menos em Portugal, a SIC tem de mudar a estratégia que tem, ou então escolhe-las melhor.É por isso que neste momento vemos a estação de Carnaxide a apostar na promoção de "Viver a Vida".
Não sei se vai ter grandes resultados, mas acredito que o primeiro episódio vai agarrar muitas pessoas ao ecrã. Manoel Carlos é do melhor!
Quando se fala em telenovelas portuguesas, a nossa ideia vai sempre ter ao encontro da TVI. Afinal foi para os lados de Queluz de Baixo que se apostou forte em ficção nacional. Mas, antes disso, elas também existiram no canal público (o caso de “Vila Faia”) ou na SIC (“Ganância”, ”O Jogo”). Contudo foi efectivamente pela mão de José Eduardo Moniz que as telenovelas portuguesas entraram nas “bocas do povo”.
A “bomba” deu-se com “Jardins Proibidos” e desde aí, nunca mais parou, tendo a TVI somado sucessos atrás de sucessos. É notório o aumento de qualidade das produções, do elenco, das personagens e dos argumentos.
Há um progresso. A aposta em enredos mais populares, a descoberta de locais fascinantes, a expansão até outros países, culturas, formas de estar.. O uso de temas fortes, como a homossexualidade, as doenças terminais… tudo isto contribuí para aquilo que hoje fez, faz e fará parte do universo ficcional português. Quem não se lembra de “Todo o Tempo do Mundo”? De “Saber Amar”? De Fernanda Serrano a rapar o cabelo em “Queridas Feras”?
Se há produto que actualmente consegue (e faz) muitas vezes resultados superiores a jogos de futebol, ele é sem duvida alguma uma telenovela nacional. Telenovelas estas, que acabaram com a liderança das homónimas brasileiras. Talvez devido ao facto de se adequarem mais ao panorama nacional, de estarem mais ao encontro da realidade portuguesa. Perderão estes produtos de ficção o protagonismo? Não, não. Penso que cada vez mais alcançarão óptimos resultados, porque os portugueses estão fartos de “programas da carochinha”, e as telenovelas permitem que vejam a vida com esperança. Contudo, por vezes tornam-se um pouco saturantes e cansativas.
Mas é disto que o povo gosta, e é graças a ele que as telenovelas alcançaram o seu “estatuto” na televisão nacional.
PS - Aqui ficam os resultados do primeiro Frente a Frente:
Vida Nova, por Tiago Henriques - 66% "As Tardes da Júlia" por Diogo Santos - 33%
Findada a enquete, damos início a outra. Vote na opinião que achou mais forte!
Boa noite. O Fecho de hoje inclui uma crónica de Nuno Azinheira, retirada do Diário de Notícias. Não esquecer que às 21:00 está presente a rubrica Frente a Frente no Televisão-Opinião. Um homem certo no lugar errado
“Domingo seremos muito mais”. O último cartaz eleitoral que o CDS colocou na rua, nos derradeiros dias de campanha eleitoral, era premonitório. A correria de Paulo Portas, com uma campanha inteligente, já não assente na lavoura como há quatro anos e meio, mas em todos os assuntos importantes da governação do País, deu resultados ontem à noite.
Com um resultado histórico, Paulo Portas ganhou em toda a linha: secando o PSD (milhares de eleitores sociais-democratas, não se revendo no estilo e nas ideias conservadoras de Ferreira Leites, votaram em Portas) e encostando Sócrates à parede, deixando os socialistas reféns do seu resultado.
Se é certo que o PS é o claro vencedor das eleições, não é menos certo que os socialistas vão ser obrigados a negociar. Ao chegar às duas dezenas de deputados na Assembleia da República, Portas conta. E pode ser o fiel da balança.
A vitória de Portas, que lhe permite continuar a cavalgar a onda anti-sondagens (que, apesar de lhe terem sido mais favoráveis na última sondagem, não se aproximaram do resultado final), é mais uma prova do que cada vez mais gente diz: Portas, este Portas, é o homem certo no lugar errado. Fosse ele líder do PSD e outro galo cantaria...
Já era de esperar a vitória da RTP1 nas Legislativas. É raro que quando ocorrem eleições, não seja a estação pública a que mais audiência tem na sua emissão. Eu acompanhei os 3 canais a partir das 20:00, e achei a SIC mais fraca.
Em termos de audiências, o Legislativas 09 na RTP1 obteve 12,2% de rating e 34,1% de share, na TVI conseguiu 8,2% de rating e 22,6% de share e por fim o na SIC ficou-se pelos 7,7% de rating e 21,4% de share.
O programa de talentos da TVI ficou em segundo lugar a partir das 19:00. 7,9% de audiência média e 32,8% de share foi o resultado de Uma Canção para Ti.
Quanto ao filme da SIC, O Tesouro 2, superou os 30% de share. Foi um bom resultado que não transitou para o Legislativas 2009 das 19:00. A RTP1 esteve fraca durante a tarde, com Dá-me Música e Telejornal a fazerem menos de 19% de share.
Ainda relativamente a audiências, dou por encerrada a enquete que tinha com pergunta o seguinte: "Em termos de audiências, quem ganhará a noite eleitoral?".
Aqui ficam os resultados:
SIC - 45% TVI - 33% RTP1 - 21%
Como podemos ver, as expectativas dos leitores acerca das audiências para as Legislativas, saíram "furadas".
Bom Dia, bem vindos à primeira Revista de Imprensa de hoje. Mostramos-lhe por isso os convidados desta semana do programa fenómeno da SIC, e uma das novidades da RTP2.
E os Esmiuçados desta semana são...
Já são conhecidos os convidados desta semana do "Gato Fedorento Esmiuça os Sufrágios".
António Vitorino, dirigente do PS, estará presente no programa na segunda-feira. No dia seguinte, é a vez de António Costa ser "esmiúçado". Já a meio da semana é o candidato social democrata à Câmara Municipal de Lisboa que fará companhia ao quarteto humorístico. Na quinta-feira, o entrevistado é o autarca do Porto, Rui Rio.
"Paraíso Filmes" em reposição na RTP2
A série que em tempos animava os serões da RTP1 está de volta, mas desta vez ao segundo canal estatal.
Apesar de ser uma reposição, vale a pena ver de novo a série protagonizada por António Feio e José Pedro Gomes. "Paraíso Filmes" foi produzido pelas Produções Fictícias e conta com textos de Nuno Markl e Filipe Homem Fonseca e foi gravada em 2001.
A série narra a história de uma equipa de produção que se propõe fazer grandes filmes para uma estação televisiva que quer combater o líder de audiências. O grande problema é o escasso orçamento, que leva cada uma das personagens a fazer vários papeis.
Boa noite. Inicia-se hoje a nova rubrica do Televisão-Opinião. Júlia Pinheiro é "A Protagonista" da semana que passou.
A "Protagonista" desta semana só poderia ser Júlia Pinheiro. Depois de uma semana com "As Tardes da Júlia" em baixo, a apresentadora já viu o seu talk-show aumentar as audiências. Neste momento, não há duvidas que está a frente de Fátima Lopes. Independentemente do interesse ou não do programa, o que é certo é que números são números, e nesse aspecto Júlia Pinheiro está com certeza mais feliz que há sete dias atrás. Por outro lado, outro dos motivos que a levam a estar em destaque nesta rubrica foi a confusão que marcou a estreia do programa "Uma Canção para Ti". O namorado de uma concorrente beijou-a em directo, ao que muitos ficaram sem palavras. O pior não foi a situação em si, mas sim o facto de a mãe ter começado a chorar. Nesse sentido, a apresentadora tentou apaziguar a situação, tendo mais tarde respondido à imprensa o seguinte:"São demonstrações de carinho e, no passado as pessoas não mostravam esta intimidade". Confessou por outro lado que a sua primeira relação também foi aos 12 anos, e que compreendia o que se passou no programa. Independentemente da minha opinião sobre o sucedido (acho que este contratempo é resultado do "meter" dos apresentadores na vida das crianças), quem veste a camisola de um canal e de um programa, deve-o proteger até ao fim e não esquivar-se da responsabilidade que tem à frente. Assim gostei de ver a Júlia Pinheiro a defender-se a si, ao seu programa e à concorrente.
Boa noite. São 20:00 horas e neste momento já saíram as projecções do vencedor das Legislativas. O Fecho de hoje incluí uma rubrica da autoria de Nuno Azinheira, retirada do Diário de Notícias. De referir que às 21:00, estreia a nova rubrica do Televisão-Opinião - O Protagonista. Saiba quem vai estar em destaque neste novo espaço do blog.
Moniz ainda dura
Quando saiu da TVI, no início de Agosto, José Eduardo Moniz deixou claro que a estratégia estava montada e não havia razão para inverter o rumo do navio. E, de facto, o mês de Setembro, já com Luís Cunha Velho oficializado como director de programas e Bernardo Bairrão como director-geral, prova isso mesmo: a TVI mantém a sua aposta na ficção. Mantendo os mesmo tiques (a palavra "especial" continua a aparecer no canto superior direito em dias específicos em que a concorrência tem um argumento de peso) e os mesmos hábitos: Morangos com Açúcar, nesta semana de estreia, está a passar em horário nobre, tal como acontecia nos tempos de Moniz.
Aliás, o que se tem notado esta semana é que entre as 17.30 e as 22.00, a TVI aposta em três doses de Morangos com Açúcar (um episódio de uma hora, em repetição, a meio da tarde, meia hora antes do jornal e 40 minutos após as notícias). Um enjoo, portanto. Ainda assim, eficaz, que é o que se pretende.
Bem rodada, a máquina de ficção da TVI continua a dar resultados. E isso é válido também para a série juvenil, que já vai na sua sétima temporada e, ainda que ninguém conheça a maior parte dos actores que agora a compõem (muitos deles, como se verá adiante, não vão singrar na vida artística...), está fortemente implantada junto do público. Ora, para uma televisão comercial, é isso que conta. E no caso da TVI, como se sabe, conta muito.
A telenovela que já é um sucesso no Brasil, e que tem tudo para o ser em território nacional, estreia já dia 5 de Outubro a seguir ao "Gato Fedorento Esmiúça os Sufrágios". Está assim encontrado o programa que "substituirá" o "Salve-se Quem Puder" na antena do canal de Carnaxide, pelo menos enquanto Caminho das Índias estiver no ar.