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1 de abril de 2011

José Sócrates em entrevista na RTP



É já no primeiro dia da próxima semana que o primeiro ministro demissionário estará nos ecrãs da estação pública para a primeira entrevista depois de se ter demitido do governo.

A notícia é avançada pela agência Lusa e citada pelo Correio da Manhã e Diário de Notícia. Em entrevista, durante a apresentação do projecto de emissões especiais da RTP para os próximos tempos, Nuno Santos garantiu: "É uma operação que queremos que seja marcante. Há uma grande atenção e curiosidade dos cidadãos sobre o que se passa na sociedade".


Numa altura em que já não há nem Judite Sousa nem José Alberto Carvalho para conduzirem a entrevista ao secretário-geral do Partido Socialista, o director de informação da televisão do estado escolheu os jornalistas Vítor Sousa e Sandra Sousa para conduzirem a emissão especial a partir do Palácio de São Bento.


Quiosque: Diário de Notícias, Correio da Manhã

25 de fevereiro de 2011

Falar Televisão


Corredor sem poder…


É do conhecimento de todos que a RTP1 apresenta sérias dificuldades em afirmar-se no tão falado horário nobre. A concorrer com a ficção da SIC e TVI, Corredor do Poder (aposta da RTP que passa ás quintas-feiras pelas 22:40h) é um projecto falhado desde o seu nascimento. Já lá vão quase três anos.
Pois é, três anos após a estreia de um programa de cariz político, apresentado e moderado por Sandra Sousa, jornalista da casa RTP que tão bem desempenha o seu papel, o insucesso continua.
Este programa tem ocupado ao longo da sua existência, a posição nos menos vistos da semana do canal 1.

Um dos factores que pode contribuir para os maus resultados do programa pode ser o horário a que é transmitido, o que na minha opinião, mesmo que Corredor do Poder fosse para o ar numa outra hora qualquer, nunca saíra vencedor. Porquê? Porque em tempo de crise e com a vida rotineira (casa–trabalho-casa) que a maioria dos portugueses leva, muito dificilmente mostrariam o seu interesse num programa onde os políticos teimam em brincar à política.


Contudo, a RTP afirma na sua plataforma Web que Corredor do Poder veio “preencher um espaço em branco nas grelhas de programação dos principais canais generalistas portugueses”.
Discordando totalmente desta afirmação, arrisco-me a dizer que o programa de Sandra Sousa funciona como um “tapa buracos”, sim, mas na própria grelha de programação da rádio e televisão portuguesa.

Além disso, a televisão do estado revela um total desinteresse e desrespeito por um programa que não lhe traz qualquer lucro e pelos poucos telespectadores que ainda se mostram interessados a assistir a Corredor do Poder, pois, tal como outros, o programa de debate político tem uma página Web oficial anunciada mas que pelos vistos nunca foi usada, como comprova esta imagem.