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23 de maio de 2010

"Rock in Rio Lisboa 10" Eu Fui!


Quando se começou a compor o cartaz do Rock in Rio Lisboa 2010, lembro-me perfeitamente de dentro do meu grupo de amigos comentar que se Leona Lewis, uma das minhas interpretes favoritas, viesse ao Festival, que eu seria um dos muitos a estar no meio da plateia. E, como por vezes os nossos desejos são concretizados, a vencedora de X Factor acabou mesmo por vir. Era o concretizar de um desejo.


E assim foi, ontem, dia 22 de Maio, eram precisamente 16 horas quando eu e a Cláudia, a minha “companheira de guerra” entramos na cidade do Rock. Confesso que fiquei surpreendido, uma vez que eram poucas as pessoas que entraram conosco, dentro daquilo que estava à espera. Cheguei a pensar “será que ficou tudo em casa para ver s o Mourinho conseguia ser campeão europeu?”. Enganei-me, algum tempo depois, o parque da Bela Vista estava completamente lotado.


Fiz de tudo um pouco. Andei na montanha russa, fui ao slide, e recebi montes de ofertas que os patrocinadores do evento davam. Desde o saco, que me foi muito útil, dado pela SIC, aos óculos “à Miguel Veloso” que a Pepsi distribuiu, não esquecendo a fantástica recordação que a Friday’s deu aos visitantes: um saco personalizado com uma foto nossa.


Foram mais de três horas e meia o tempo que eu e a Cláudia andamos de um lado para o outro de modo a tentarmos aproveitar tudo ao máximo. Ainda passamos pelo Sunset para ouvir Mariza e Tim, fomos ao Espaço Fashion, onde vimos desfilar a muito bela Paola Oliveira, Isabel Figueira ou Pedro Carvalho, e fizemos um pin personalizado na banca da SIC K.


Marcava o relógio da minha “companheira de guerra” dezanove horas e trinta minutos”, quando decidimos comer ao mesmo tempo que assistíamos ao show de João Pedro Pais. Vibrámos ao som de Mentira, música por nós muito apreciada, entre muitos outros. Fiquei surpreendido pela garra do cantor, pela grande energia que demonstrou em palco. Terminado o momento português, estava a chegar o grande momento. E “doido” como sou, fiz questão de tentar chegar o mais próximo do palco possível. Não fiquei na primeira fila, claro está, mas estive próximo, muito próximo.


Eram oito e trinta quando Leona Lewis pisou o palco Mundo. Ao som de Brave, a plateia foi ao delírio. E eu, fã confesso da cantora, também. Tentei acompanhar todas as músicas e estava radiante. Ao vivo, Leona Lewis é ainda mais bonita. Eu diria mesmo fantástica. Não só pela presença de palco, como também pela magnífica voz. A Cláudia percebeu bem o meu estado. Estava completamente feliz. Era a Leona, a rapariga que tantas vezes ouço cantar quando vou a caminho da faculdade. Lindo mesmo. O tempo passou muito rápido e estava na hora do adeus. Soube a pouco, queria mais, mas não podia ser. E o pouco que foi, significou muito, muito mesmo, acreditem.


E se com a interprete britânica a plateia delirou o que dizer de quando Elton Jonh subiu ao palco? A plateia rebentou. Toda a gente estava em êxtase. Até eu, que pouco ou nada conhecia do cantor, fiquei assim. Um grande espectáculo, de um excelente artista que em nada desiludiu. Foi realmente, magnifico. Ver as luzinhas que andaram a distribuir durante o dia acesas e a acompanhar a melodia. O parque da Bela Vista estava completamente em sintonia. No final, foi caso para dizer: “Elton, quando é que volta?”


Terminado o concerto do músico britânico, eu e a Cláudia lá tivemos q nos sentar. Viemos para traz. As pernas já doíam, os pés já não aguentavam mais. Foram muitas horas de diversão, a andar, em filas enormes para se ganhar um gelado, mas a sensação era a melhor. E foi celebrada com o fogo de artificio que a organização lançou. E, até eu que me assusto com o barulho fiquei em êxtase. Lindo mesmo. Chegaram então os Trovante. Confesso que já não consegui ver todo o show. Já estávamos muito cansados, e não era uma das bandas que mais ambicionávamos ver. Era altura de recolher, de regressar a casa. Não só porque hoje a Cláudia se ia levantar cedo, como também porque amanhã há avaliações e vida de universitário não é fácil. No caminho até ao carro, eu e a Cláudia falamos sobre o excelente dia. Foi realmente muito bom e para além de tudo isto, a minha “companheira de guerra” provou ser a companhia ideal. Falamos sobre tanta coisa. Rimos, gozámos (no bom sentido, claro) e aproveitámos. Foi um dia grande e em grande. É a ela que tenho que agradecer, em grande parte. Se não fosse ela, talvez não tivesse gostado tanto, não sei.


A todos os que estão aí desse lado, e que vão ainda este ano à cidade do Rock, aconselho que aproveitem ao máximo. Para além dos concertos, o convívio e tudo aquilo que o festival oferece tem que ser aproveitado. Tentem ir o mais cedo que possam, porque vale mesmo a pena. Sim, eu sei que são 58€, mas há muito que aproveitar no Rock in Rio. Não, eu não faço parte da organização, nem nada que se pareça, mas sou uma pessoa mais realizada, depois de por lá ter passado. Para a próxima, é claro que volto a estar “lá batido”.


P.S: o meu pedido de desculpas por não publicar nenhuma fotografia, mas até ao momento ainda não as tenho disponíveis.